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A identidade portuguesa à mesa: O regresso dos jantares da Ordem da Cabidela

Os jantares da Ordem da Cabidela regressam para percorrer Portugal de norte a sul, numa celebração gastronómica que une tradição e inovação

Ordem Cabidela
A identidade portuguesa à mesa: O regresso dos jantares da Ordem da Cabidela - ®DR

A cabidela, um dos pratos mais icónicos da gastronomia portuguesa, é muito mais do que uma simples receita; é um símbolo de uma identidade gastronómica que recusa desaparecer. É com este espírito que regressam os jantares anuais, promovidos pela Ordem da Cabidela, um movimento fundado em 2016 que já reúne mais de dois mil membros. O grupo retoma agora a sua rota de norte a sul do país, transformando mesas de restaurante em palcos de celebração onde o sangue e o vinagre são os protagonistas de uma tradição que se mantém viva e em constante crescimento.

O conceito vai muito além do prato tradicional. Embora o respeito pela herança culinária seja o pilar central, estes eventos funcionam como um laboratório de reinvenção. Em cada paragem, o chefe anfitrião convida outros cozinheiros para, em conjunto, explorarem a versatilidade desta iguaria, que pode surgir em interpretações surpreendentes desde as entradas até à sobremesa. Nestes jantares, a mística da Ordem da Cabidela sente-se no espírito de partilha e no icónico brinde “Pela Ordem!”, que une veteranos e novos curiosos num ambiente descontraído.
 
“A Ordem da Cabidela é uma celebração da gastronomia. Já somos dois milhares de pessoas a aceitar a cabidela como metáfora e a participar nestes momentos únicos”, explica Paulo Amado, diretor das Edições do Gosto. Para quem participa, o evento guarda ainda um lado performativo: a cerimónia de entronização, onde os novos “Cavaleiros e Cavaleiras” recebem uma pena prateada, simbolizando o seu compromisso com a valorização deste património nacional.
 
O calendário deste ano já está em marcha, tendo arrancado em Guimarães. O próximo encontro está marcado para 12 de maio, no restaurante Poda, em Montemor-o-Novo, seguindo depois para Leiria a 28 de maio e para Vila Real de Santo António a 16 de junho. Após o habitual interregno de verão, a rota ganha novo fôlego em setembro no Porto, preparando-se para uma estreia aguardada nas ilhas em outubro, com jantares em São Miguel (Açores) e no Funchal (Madeira). A reta final do ano passará novamente pelo Porto, em novembro, terminando em Lisboa no mês de dezembro.
 
Esta dinâmica itinerante é alimentada pela colaboração entre chefes como João Narigueta, Rita Magro ou Vítor Adão, e conta com o suporte editorial da Revista Manja. Ao unir o talento destes profissionais à qualidade de produtos nacionais, a Ordem da Cabidela,  garante que este movimento se mantém como um dos pilares mais vibrantes e autênticos da agenda gastronómica atual.