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Vinho branco do Tejo traduz nova visão da Quinta do Sampayo

O vinho branco do Tejo introduz o estágio em ânfora na Quinta do Sampayo e reforça uma estratégia assente na agricultura regenerativa e na sustentabilidade.

Garrafa do vinho branco do Tejo Branco 2025 DOC da Quinta do Sampayo, produzido com as castas Fernão Pires e Arinto
O Branco 2025 DOC é a primeira referência da Quinta do Sampayo a integrar estágio em ânfora, aliando as castas Fernão Pires e Arinto a uma estratégia de agricultura regenerativa. - ®DR

A estreia do estágio em ânfora assinala uma nova etapa na evolução da Quinta do Sampayo. A propriedade escolheu o Branco 2025 DOC para introduzir esta técnica na sua produção, dando origem a um vinho branco do Tejo que alia a identidade das castas tradicionais da região a uma abordagem centrada na sustentabilidade. O lançamento representa uma evolução da filosofia da casa, procurando valorizar o potencial da DOC Tejo através de soluções enológicas que respeitam a origem das uvas e a expressão do território.

Produzido exclusivamente a partir das castas Fernão Pires e Arinto, este vinho branco do Tejo resulta da conjugação de duas variedades históricas da região. Enquanto o Fernão Pires contribui com intensidade aromática e notas florais e de fruta branca, o Arinto acrescenta frescura, acidez e capacidade de evolução, compondo um lote equilibrado e vocacionado para acompanhar diferentes momentos de consumo.

Sem romper com a tradição, a Quinta do Sampayo introduz um novo elemento na forma como interpreta estas castas. O recurso à ânfora procura evidenciar a pureza da fruta e a autenticidade da matéria-prima, integrando-se numa estratégia que privilegia intervenções enológicas criteriosas e respeitadoras da identidade do vinho.

Vinho branco do Tejo estreia estágio em ânfora

A principal novidade deste vinho branco do Tejo reside precisamente na utilização, pela primeira vez, do estágio em ânfora. A opção foi aplicada apenas a uma parte do lote, permitindo comparar diferentes métodos de envelhecimento e explorar as características de cada casta antes da composição final.

“Os dois lotes foram vinificados e estagiados separadamente. No caso do Fernão Pires, parte estagiou em ânfora de cerâmica e outra em barrica de carvalho francês, enquanto o Arinto seguiu igualmente um estágio dividido entre inox e madeira”, explica Marco Crespo. Segundo o enólogo, esta separação permitiu trabalhar diferentes expressões da mesma colheita e alcançar maior precisão na definição do lote.

Marco Crespo considera ainda que a ânfora constitui um elemento distintivo deste vinho branco do Tejo, favorecendo uma maior definição aromática e uma expressão mais direta das características das uvas. A combinação entre diferentes recipientes de estágio permitiu preservar o perfil de cada casta e construir um vinho equilibrado, sem sobrepor a intervenção enológica à identidade do fruto.

Com 12% de álcool, o vinho branco do Tejo apresenta um perfil leve, fresco e gastronómico. A sua estrutura adapta-se a pratos de peixe, marisco ou sushi, mas também a momentos de consumo informal, refletindo uma versatilidade cada vez mais valorizada pelos consumidores de vinhos brancos.

Sustentabilidade acompanha o vinho branco do Tejo

A introdução do estágio em ânfora insere-se numa estratégia mais ampla desenvolvida pela Quinta do Sampayo, onde a inovação enológica acompanha uma gestão orientada por princípios de agricultura regenerativa. Esta abordagem procura preservar os recursos naturais, promover a vitalidade dos solos e reforçar o equilíbrio dos ecossistemas da vinha, integrando práticas que visam uma produção mais responsável e duradoura.

Essa preocupação prolonga-se para além da vinha e acompanha o vinho branco do Tejo até ao momento em que chega ao consumidor. A garrafa de baixo peso reduz a pegada associada ao transporte, o rótulo é produzido em papel reciclado e a rolha é de cortiça natural, opções que refletem uma preocupação consistente com a redução do impacto ambiental ao longo de todo o processo.

Com este lançamento, a Quinta do Sampayo evidencia uma evolução na forma como encara a produção vitivinícola. A conjugação do estágio em ânfora, da valorização das castas Fernão Pires e Arinto, da integração na DOC Tejo e da aposta na agricultura regenerativa traduz uma estratégia coerente de longo prazo. Neste contexto, este vinho branco do Tejo reflete uma visão que concilia identidade, inovação e sustentabilidade, reforçando o compromisso da propriedade com uma produção cada vez mais responsável.

aNOTÍCIA.pt