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Terceira etapa da Volta a Portugal: Linarez vence em Elvas e Rui Oliveira mantém a Amarela antes da Torre

Terceira etapa da Volta a Portugal termina em Elvas com Linarez vencedor e Rui Oliveira de Amarelo, antes do primeiro grande teste na Torre

terceira etapa da Volta a Portugal: dupla da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua celebra a dobradinha em Elvas
A Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua celebra em Elvas a dobradinha conquistada na terceira etapa da Volta a Portugal - ®DR

A reta final em Elvas decidiu-se em poucos metros. Leangel Linarez foi o mais rápido num sprint técnico e veloz, deu à Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua uma dobradinha e Rui Oliveira conservou a Camisola Amarela. A terceira etapa da Volta a Portugal terminou assim com um vencedor inédito nesta edição e com a liderança da Geral intacta antes da chegada à Torre.

A etapa mais longa da 87.ª edição levou o pelotão de Beja a Elvas sob temperaturas próximas dos 40 graus. O calor não travou quatro corredores que atacaram pouco depois da partida: Ronan O’Connor, José Moreira, Gonçalo Rodrigues e Joshua Lebo.

Terceira etapa da Volta a Portugal: quatro fugitivos resistem ao pelotão

O quarteto permaneceu na frente durante quase todo o percurso e só foi alcançado a dois quilómetros da meta. Gonçalo Rodrigues venceu as metas volantes de Alandroal e Vila Viçosa, enquanto Joshua Lebo foi o primeiro no prémio de montanha do Castelo de Monsaraz, de terceira categoria, e no primeiro bónus sprint de Vila Viçosa. José Moreira conquistou ainda o Prémio da Combatividade EBRO.

A terceira etapa da Volta a Portugal ficou, deste modo, marcada por uma fuga prolongada, mas o seu desfecho começou a desenhar-se quando o pelotão anulou a vantagem. A terceira etapa da Volta a Portugal encontrou no Forte Baluarte São João de Deus uma chegada que apresentava um traçado técnico e ligeiramente ascendente, exigindo posicionamento e sangue-frio aos homens rápidos.

Linarez decide em Elvas

Gonçalo Rodrigues ainda tentou surpreender o grupo nos metros finais, mas acabou por cair já dentro do último quilómetro. Rui Oliveira também procurou a vitória e terminou em quinto, mas foi a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua que dominou os instantes decisivos.

“Estou muito feliz, tenho de agradecer à equipa. Sabíamos que esta era praticamente a última oportunidade para os sprinters”, explicou Linarez depois da chegada. Leangel Linarez cruzou a meta em primeiro, com João Matias logo atrás. O venezuelano conquistou a sua primeira vitória nesta edição da prova e proporcionou à equipa de Mortágua uma dobradinha, enquanto Tomas Contte, da Aviludo-Louletano-Loulé, repetiu o terceiro lugar obtido na véspera.

A terceira etapa da Volta a Portugal teve ainda um efeito importante na classificação geral. Rui Oliveira, que partiu de Amarelo, terminou integrado no grupo da frente e manteve a liderança. Daniel Cavia conservou a Camisola Laranja Galp, Oscar Rota continuou de Azul Continente e Adrià Pericas manteve a Camisola Branca Paredes Rota dos Móveis, respetivamente nas classificações por pontos, montanha e juventude.

A Torre muda o cenário

A terceira etapa da Volta a Portugal encerra o ciclo inicial de chegadas ao sprint. Depois de três finais decididos pela velocidade, a terceira etapa da Volta a Portugal  deixa também uma referência clara ao equilíbrio ainda existente na Geral. Depois de três finais decididos pela velocidade, a corrida muda de perfil na quarta etapa, entre Figueiró dos Vinhos e a Covilhã/Torre, num percurso de 154,6 quilómetros.

A margem entre os principais candidatos permanece curta. A subida à Torre, primeiro grande teste para todos os homens da Geral, introduz uma dificuldade de natureza diferente e poderá começar a estabelecer diferenças entre os candidatos, depois de três jornadas em que a velocidade teve papel dominante.

A terceira etapa da Volta a Portugal fecha, por isso, uma primeira fase da corrida com Linarez no topo em Elvas e Rui Oliveira ainda na liderança da Geral. A partir daqui, a força dos sprinters deixa de ser suficiente para explicar a corrida: na Serra da Estrela, a resistência, a estratégia e a capacidade de subir passam a ter um peso decisivo. O percurso seguinte terá ainda a particularidade de colocar a liderança sob uma pressão diferente, num terreno onde os segundos podem começar a ganhar um valor determinante.

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