
A Bienal de Cerveira 2026 leva a criação contemporânea para o centro histórico de Vila Nova de Cerveira em agosto, através do ciclo “Transbordo – Santiago de Compostela”. Reunindo artistas da Galiza e de outros contextos internacionais, o programa transforma diferentes espaços da Vila das Artes em lugares de encontro entre performance, território, memória e comunidade.
A iniciativa integra o programa Cidades Convidadas da XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira e reforça uma das dimensões centrais da Bienal de Cerveira 2026: estabelecer pontes entre geografias, linguagens artísticas e diferentes formas de relação com o espaço público.
Bienal de Cerveira 2026 cruza Cerveira e Galiza
Com curadoria de Iñaki Martínez Antelo, “Transbordo – Santiago de Compostela” reúne artistas da Galiza e de outros contextos internacionais, num programa que aborda mobilidade, identidade, pertença e transformação. A escolha de Santiago de Compostela prolonga a ligação histórica entre a Galiza e Vila Nova de Cerveira e sublinha a natureza transfronteiriça da Bienal de Cerveira 2026.
Ao longo de três dias, a Vila das Artes acolhe propostas de Xoán-Xil López, Ana Gesto, Clo Plas, Alejandra Balboa, Pavel Amilcar e VACAburra. Performance, dança, música, oralidade e investigação artística cruzam-se em intervenções concebidas para diferentes espaços da vila, transformando ruas, praças e equipamentos culturais em lugares de criação e encontro.
Performances que reinventam o espaço público
O percurso começa na sexta-feira, 21 de agosto, às 17h00, na Praça da Liberdade, com “Ruar”, de VACAburra, projeto que recupera o ato de caminhar como forma de conhecer o território. No sábado, às 12h30, o recinto da Feira recebe “Resonancias do baleiro”, de Ana Gesto, criação concebida para Vila Nova de Cerveira a partir das relações entre objetos, corpos e contexto.
Às 17h00, o Castelo acolhe “Cuando le permito al cuerpo aquello que digo”, de Alejandra Balboa e Pavel Amilcar, que cruza dança contemporânea e música barroca para explorar corpo, linguagem, respiração e escuta. À noite, às 21h30, “Palco Placa”, de Clo Plas, chega ao Museu Bienal de Cerveira, convocando oralidade, música e memórias de comunidades rurais da Fonsagrada para criar uma experiência partilhada.
O ciclo termina no domingo, às 12h30, com “Treboar”, de Xoán-Xil López. Inspirada nas antigas treboadas galegas e nos Zés Pereiras portugueses, a performance conta com Elsa Pereira e o Grupo Bomboslinho e recupera, através da percussão, rituais comunitários numa leitura contemporânea. A proposta evidencia a capacidade da Bienal de Cerveira 2026 para relacionar tradição, criação contemporânea e paisagem.
Arte contemporânea como território de encontro
A programação do ciclo inscreve-se no mote “Territórios sem Fronteira”, eixo estruturante da Bienal de Cerveira 2026. A presença da arte no espaço público amplia a experiência da Bienal para além do museu e estabelece relações entre artistas, músicos, coletivos e comunidade local. É também uma forma de repensar o território a partir da criação: cada intervenção introduz novos ritmos, sons, gestos e narrativas em lugares quotidianos, fazendo da própria vila matéria de trabalho artístico. Neste sentido, a Bienal de Cerveira 2026 aproxima a produção contemporânea de quem habita ou atravessa estes espaços, sem separar criação e vida urbana.
Essa dimensão estará também presente nos “Dias Abertos no Museu”, que arrancam a 22 de agosto com uma visita orientada por Mafalda Santos, diretora artística da BIAC, às exposições patentes no Museu. A iniciativa integra uma programação paralela que procura aproximar a criação contemporânea da comunidade e promover o contacto direto com os artistas.
A relação entre criação e território constitui, assim, uma das linhas de leitura da Bienal de Cerveira 2026, onde a circulação entre espaços, artistas e comunidades assume uma dimensão cultural e transfronteiriça.
Neste contexto, a Bienal de Cerveira 2026 afirma a Vila das Artes como espaço de circulação de ideias e de cruzamento entre culturas. Até 30 de dezembro, a XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira reúne artistas de 22 países e diferentes projetos curatoriais, exposições, residências, cinema, performances e iniciativas de mediação cultural.






















