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MEO Kalorama 2026 arranca em Lisboa com grandes espetáculos de Robbie Williams e Grace Jones

Os concertos de Robbie Williams e Grace Jones marcam o arranque do MEO Kalorama 2026 em Lisboa, que prossegue hoje no Parque da Bela Vista.

Robbie Williams de casaco vermelho comprido atua no palco principal do MEO Kalorama 2026 em Lisboa.
Robbie Williams dominou o palco principal no arranque do MEO Kalorama 2026 - ©Pedro Estevens

O Parque da Bela Vista, em Lisboa, voltou a vibrar com o arranque da quinta edição de um dos festivais mais aguardados do verão europeu. O grande destaque do primeiro dia do MEO Kalorama 2026 centrou-se no magnetismo inabalável de duas lendas vivas da pop mundial: Robbie Williams e Grace Jones.

Ambos os artistas demonstraram uma capacidade invulgar de dominar palcos de grandes dimensões, arrastando multidões numa noite pautada pela excentricidade, nostalgia e pura celebração musical na capital portuguesa.

A dinâmica espacial do recinto permitiu uma circulação fluida entre as infraestruturas, garantindo que o público acompanhasse de perto a evolução cronológica do cartaz. Sem sobreposições rígidas nos palcos principais, a jornada inaugural do MEO Kalorama 2026 ofereceu uma experiência imersiva e diversificada.

O ecossistema sonoro transitou de forma orgânica entre propostas acústicas de cariz intimista e performances teatrais altamente exuberantes que ditaram o ritmo da abertura oficial.

As primeiras notas do MEO Kalorama 2026 com Folk Bitch Trio e Angine de Poitrine

A abertura oficial das grandes plataformas sonoras esteve sintonizada com a descoberta e a irreverência artística. O arranque no Palco MEO do MEO Kalorama 2026 pertenceu ao Folk Bitch Trio, projeto revelação oriundo de Melbourne, na Austrália. O coletivo feminino apresentou um repertório focado em harmonias vocais refinadas e guitarras acústicas limpas, estabelecendo uma atmosfera inicial pacífica sob o sol de Lisboa. A suavidade das canções proporcionou um acolhimento caloroso aos festivaleiros que entraram cedo no recinto.

A calmaria do início da tarde foi subitamente interrompida pela presença enigmática dos Angine de Poitrine. O duo canadiano surpreendeu a plateia ao surgir em palco com máscaras integrais e ao comunicar exclusivamente através de vocalizações guturais impessoais. Musicalmente, a dupla disparou uma fusão veloz de rock progressivo com batidas eletrónicas de inspiração disco. Este choque estético intencional captou a atenção imediata da crítica presente no MEO Kalorama 2026 e quebrou a linearidade do final de tarde.

A densidade gótica e o talento nacional no MEO Kalorama 2026 com Anna von Hausswolff e MARO

Com a transição para o crepúsculo, o ambiente no Palco Sagres ganhou novas texturas visuais e sonoras. A compositora sueca Anna von Hausswolff trouxe a sua reconhecida densidade gótica e arranjos inspirados na música clássica e no doom experimental. Sentada ao piano, a intérprete utilizou o seu amplo alcance vocal para desafiar as convenções habituais de um festival de verão. A atuação no MEO Kalorama 2026 destacou-se pelo belo contraste entre o cair da noite e a solenidade cénica da sua entrega.

O relevo do talento português na programação diária ficou materializado na atuação de MARO em pleno horário nobre. A cantautora nacional subiu ao palco principal do MEO Kalorama 2026 perante uma plateia visivelmente mais compacta e expectante. Munida das suas texturas acústicas e arranjos minimalistas, a artista criou um espaço de recolhimento e intimidade partilhada no imenso relvado do Parque da Bela Vista. O concerto resultou num dos momentos mais aplaudidos e emotivos da primeira metade do evento.

As lendas mundiais encerram o MEO Kalorama 2026 com Grace Jones e Robbie Williams

A reta final da primeira jornada foi dominada pelo carisma e pela longevidade de duas figuras incontornáveis da cultura pop global. Perto da meia-noite, o Palco Sagres do MEO Kalorama 2026 parou para receber a icónica Grace Jones. Aos 78 anos de idade, a diva jamaicana entregou uma performance pautada pela alta teatralidade, coreografias rigorosas e constantes mudanças de figurino extravagantes. O espetáculo reafirmou o estatuto lendário e vanguardista da artista, que continua a desafiar barreiras geracionais.

O encerramento do palco principal foi da exclusiva responsabilidade de Robbie Williams. O músico britânico confirmou o seu estatuto de mestre absoluto do entretenimento ao longo de uma hora e meia de concerto no MEO Kalorama 2026. Alinhando êxitos globais como “Angels” e “Rock DJ”, o vocalista aliou o seu vasto catálogo a uma constante e bem-humorada interação com o público. A chuva de confetes e a energia inesgotável do artista garantiram uma despedida em apoteose no fecho do primeiro dia.

O que esperar hoje no MEO Kalorama 2026 com Lauryn Hill e Massive Attack

A energia do primeiro dia serve de rampa de lançamento para a jornada deste sábado, 29 de agosto. O Parque da Bela Vista prepara-se para receber um alinhamento de luxo no MEO Kalorama 2026 que promete manter o nível de exigência artística elevado. O grande destaque da noite vai inteiramente para a celebração dos 26 anos do álbum histórico de Ms. Lauryn Hill, que promete uma das atuações mais aguardadas e nostálgicas desta edição.

O cartaz de hoje do MEO Kalorama 2026 conta ainda com o regresso do trip-hop sombrio e ativista dos britânicos Massive Attack, além do rock disruptivo dos The Smile, o projeto paralelo de Thom Yorke e Jonny Greenwood (Radiohead). No contingente nacional, as atenções viram-se para os concertos de Ana Lua Caiano e de Glockenwise. Estão reunidos todos os ingredientes para mais uma noite memorável de música na capital portuguesa.

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