
A Hisense na IFA 2026 mostrou que a próxima transformação da casa não passa apenas pelo ecrã. Em Berlim, a marca apresentou uma geração de tecnologias que cruza imagem, projeção, áudio e inteligência artificial, aproximando equipamentos que até agora funcionavam de forma independente e desenhando uma relação mais integrada entre entretenimento e vida doméstica.
A apresentação da Hisense na IFA 2026 começou pela imagem, com o novo 116UXS e a tecnologia RGB MiniLED Chromatic 2.0. A arquitetura acrescenta o Cyan ao sistema de controlo cromático, procurando aumentar a precisão das cores, o brilho e a eficiência energética.
O televisor reúne mais de 40.000 unidades de controlo de cor e o processador Hi-View AI Engine RGB. A cobertura de 110% da gama BT.2020 e o brilho máximo de 10.000 nits completam uma proposta orientada para uma reprodução de imagem de elevado desempenho. O som Devialet 6.2.2 e a redução de até 80% da emissão de luz azul mostram que a evolução não está apenas na qualidade da imagem.
A Hisense na IFA 2026 levou a mesma preocupação com o grande formato para a projeção. O XR10, apresentado como o projetor topo de gama da marca, combina resolução 4K UHD com a tecnologia TriChroma Pure Triple Colour Laser, 6.000 ANSI lumens e capacidade para projetar imagens até 300 polegadas. A lente Iris dinâmica pode elevar o contraste até 60.000:1, enquanto o zoom ótico 4K sem perda e o lens shift 4K dão maior margem para instalar e posicionar o equipamento.
O PX4-PRO segue uma abordagem semelhante, com 4K UHD, TriChroma RGB Laser e projeção até 200 polegadas. Já o P1 muda de escala e de utilização: com 2,1 kg e bateria integrada, recorre a Triple Laser, resolução 2K e permite projetar imagens entre 65 e 150 polegadas. O zoom ótico 1.0–1.3 acrescenta flexibilidade à distância de projeção, enquanto os 1.000 ANSI lumens sustentam a utilização em diferentes espaços.
Também o áudio portátil ganhou espaço. A FlexBoom junta 80 W de potência a uma autonomia até 20 horas e certificação IP67 contra água e pó. A possibilidade de ligação a outras colunas através de Auracast e TWS Pairing coloca a mobilidade no centro da proposta.
Hisense na IFA 2026 aproxima os equipamentos
É nos eletrodomésticos que a visão apresentada pela Hisense na IFA 2026 se torna mais abrangente. O ConnectLife funciona como ponto de ligação entre diferentes equipamentos, permitindo gerir funções através de uma única plataforma e criando condições para que a inteligência artificial deixe de estar confinada a aparelhos isolados.
No frigorífico, o PureTouch Hub utiliza IA para reconhecer os alimentos disponíveis e sugerir receitas personalizadas. O PureView permite consultar o interior sem abrir a porta. Na cozinha, a Hi9 Dishwasher ajusta os parâmetros de lavagem à carga e ao nível de sujidade, enquanto o Hi9 Oven reconhece os alimentos e otimiza automaticamente a confeção.
A Hisense na IFA 2026 estendeu esta lógica à lavandaria. A 7i Washer recorre a sensores para adaptar os ciclos de lavagem e os consumos, enquanto a AI Laundry Station integra lavagem e secagem. O AI Companion acrescenta uma camada de conectividade e personalização a este conjunto de soluções.
Por trás desta arquitetura está o AI Companion Suite, apoiado pelo ConnectLife e pela nova V AIOS. A proposta passa por equipamentos capazes de compreender o contexto, comunicar entre si e automatizar tarefas relacionadas com alimentação, climatização, tratamento da roupa e gestão energética.
A Hisense na IFA 2026 apresentou ainda uma colaboração com a Alexa+, da Amazon, que deverá permitir futuramente a integração de determinados equipamentos no ecossistema de inteligência artificial da casa. É mais um passo no sentido de uma utilização em que diferentes aparelhos deixam de responder apenas a comandos individuais e passam a participar numa lógica coordenada.
No conjunto de novidades da Hisense na IFA 2026, há, por isso, um fio condutor que liga produtos muito diferentes. O RGB MiniLED procura levar a imagem a um novo nível de precisão, os projetores ampliam as possibilidades do cinema em casa, a FlexBoom leva o som para diferentes ambientes e os eletrodomésticos começam a interpretar informação para adaptar o seu funcionamento.
É nessa passagem de equipamentos inteligentes para uma casa capaz de articular diferentes formas de inteligência que a Hisense na IFA 2026 encontrou o seu principal argumento tecnológico. A casa do futuro apresentada em Berlim não depende apenas de aparelhos mais sofisticados, mas da capacidade de estes comunicarem, compreenderem o contexto e simplificarem tarefas que fazem parte do quotidiano.






















