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Festa do Livro em Belém enche os jardins de histórias, música e encontros

Festa do Livro em Belém reúne autores, leitores, música e debates em quatro dias de programação aberta nos jardins do Palácio de Belém.

Festa do Livro em Belém com leitores e bancas nos jardins do Palácio de Belém
Festa do Livro em Belém nos jardins do Palácio de Belém (foto de arquivo) - ©Museu da Presidência da República// Pedro Matias

Os jardins do Palácio de Belém voltam a trocar o protocolo pelo movimento de leitores, escritores, livreiros e música. A Festa do Livro em Belém regressa com 123 bancas, centenas de marcas editoriais e uma programação que espalha livros, conversas e concertos por diferentes espaços do recinto.

Criada em 2016 por iniciativa da Presidência da República, a Festa do Livro em Belém chega à nona edição depois de ter recebido perto de 27 mil visitantes no ano passado. Entre 17 e 20 de setembro, estarão representados 70 participantes e 346 marcas editoriais, numa programação que reúne quase 400 autores em sessões de autógrafos.

A Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) volta a colaborar na organização, enquanto as Bibliotecas de Lisboa (BLX) participam como parceiras de programação. A Santa Casa da Misericórdia de Lisboa assegura a parceria nas áreas da acessibilidade e inclusão, a Sociedade Ponto Verde associa-se à vertente ambiental e a Rádio Belém mantém a ligação local ao evento.

Festa do Livro em Belém abre com homenagem a António Lobo Antunes

A abertura da Festa do Livro em Belém fica marcada por uma homenagem a António Lobo Antunes. Katia Guerreiro e Vitorino Salomé sobem ao Palco Principal para interpretar canções do escritor, num encontro entre literatura e música que dá o primeiro sinal do ambiente previsto para os quatro dias.

Nas noites seguintes, o mesmo palco recebe os ÁTOA e os NAPA. Já no sábado, o Palco da Cascata acolhe o recital «Poemas de Sábado, Véspera de Outono», com leituras de Raquel Marinho e acompanhamento ao piano de Nicholas McNair.

A programação musical estende-se ao Palco dos Teixos, onde dez atuações em formato informal dão espaço a novos artistas. Sem retirar protagonismo aos livros, a Festa do Livro em Belém alarga assim o programa a diferentes linguagens culturais e cria vários ritmos ao longo do dia.

Do Render da Guarda às Últimas Danças de Verão

O domingo começa com o Render da Guarda, às 11h00, na Praça Afonso de Albuquerque. Ao fim da tarde, a Orquestra Sem Fronteiras, dirigida por Martim Sousa Tavares, presta homenagem a Álvaro Cassuto, assinalando o contributo do maestro e compositor para a renovação da música em Portugal e para a divulgação de compositores portugueses.

O encerramento pertence aos GNR, que sobem ao Palco Principal com «Últimas Danças de Verão». Entre a homenagem literária da abertura e o concerto final, a Festa do Livro em Belém constrói uma programação onde os livros permanecem no centro, mas dialogam permanentemente com a música, a leitura pública e a criação artística.

As editoras e livrarias participantes acrescentam ainda apresentações, sessões de autógrafos e outras iniciativas próprias. Mantêm-se também as áreas destinadas ao público infantil e juvenil, a esplanada e a zona de restauração, permitindo que diferentes públicos encontrem espaço no recinto ao longo do dia.

Acessibilidade integrada na programação

A entrada na Festa do Livro em Belém é livre, embora sujeita à lotação do espaço. No primeiro dia, os jardins estão abertos entre as 16h00 e as 22h00; nos restantes, o horário prolonga-se das 11h00 às 23h00.

O recinto dispõe de percursos acessíveis e de uma plataforma junto ao Palco Principal reservada a visitantes com mobilidade condicionada. O acesso destes visitantes é feito pela Loja do Museu da Presidência da República, com acompanhamento de equipas no local.

As mesas de debate e apresentações de livros promovidas pela Presidência da República contam igualmente com interpretação em Língua Gestual Portuguesa. A Festa do Livro em Belém integra, desta forma, a acessibilidade na própria organização do programa e não apenas nas condições físicas do recinto.

Ao chegar à nona edição, a Festa do Livro em Belém mantém a fórmula que lhe deu identidade: aproximar leitores, autores, editores e livreiros num espaço habitualmente associado à representação institucional. Durante quatro dias, os jardins do Palácio de Belém voltam a ganhar outra cadência, com os livros a ocuparem o centro da conversa.

aNOTÍCIA.pt