
A Praça do Comércio viveu um sábado de setembro marcado por música, gastronomia e uma forte presença de público. A Festa na Praça Continente levou ao coração de Lisboa onze horas de programação contínua, cruzando concertos, dança, restauração e produtores num dos espaços mais emblemáticos da cidade.
O programa musical percorreu linguagens distintas e ajudou a manter a praça em permanente movimento. Kiko is Hot abriu a programação, seguindo-se os NAPA, antes de o grupo Viva o Samba trazer os ritmos brasileiros ao Terreiro do Paço. O encerramento ficou a cargo de Mariza, que devolveu o fado a um cenário profundamente ligado à imagem de Lisboa.
Festa na Praça entre vários ritmos
A diversidade do cartaz foi um dos elementos mais visíveis da Festa na Praça. Ao longo do dia, propostas de diferentes universos musicais sucederam-se sem concentrar o evento num único público. Famílias, grupos de amigos, residentes e visitantes cruzaram-se entre o palco, as zonas de restauração e os espaços dedicados aos produtores.
Segundo a organização, milhares de pessoas passaram pela Praça do Comércio durante as onze horas de programação. O número não foi detalhado, mas a dimensão da assistência ficou evidente no recinto, sobretudo durante os principais concertos, num final de tarde em que o espaço se foi preenchendo até à atuação de Mariza.
A gastronomia ocupou também uma posição central na Festa na Praça Continente. A oferta incluiu a Grelha do Chakall, inspirada na tradição argentina, além da participação de oito membros do Clube de Produtores Continente e de vinte produtores associados à Praça dos Vinhos. Foram servidas milhares de refeições ao longo do dia, de acordo com os dados divulgados pela organização.
Gastronomia e produtores no centro da praça
A presença de produtores deu à Festa na Praça uma dimensão que ultrapassou a lógica de concerto ao ar livre. A circulação entre música, comida e vinho criou vários pontos de interesse dentro do recinto e permitiu que o programa se distribuísse por diferentes áreas, em vez de depender apenas do palco principal.
Lisboa foi a última paragem da edição de 2026 da iniciativa itinerante, depois de uma passagem por várias localidades do país. O regresso à capital aconteceu dez anos depois de um dos anteriores grandes eventos da marca na cidade, onde já tinham sido realizadas iniciativas como o Mega Pic-Nic Continente e o Mercado de Sabores.
A Festa na Praça Continente contou com o apoio institucional da Câmara Municipal de Lisboa e integrou a programação das Festas na Rua 2026, através de uma parceria com a EGEAC/Lisboa Cultura. Essa ligação enquadrou o evento num calendário mais vasto de utilização do espaço público para propostas culturais e de animação na capital.
Festa na Praça fecha percurso de 2026
A passagem por Lisboa marcou o encerramento da iniciativa itinerante em 2026. Durante o verão, a marca promoveu outras ações em diferentes pontos do país, entre elas o Festival da Comida Continente, que, segundo a organização, recebeu mais de meio milhão de visitantes durante dois dias.
O calendário de verão prossegue ainda até 26 de setembro, com a última sessão do Cinema na Praça Continente, prevista para a Alameda Dom Afonso Henriques, em Lisboa. A organização indica que as sessões de cinema ao ar livre já reuniram mais de 12 mil pessoas.
Na Praça do Comércio, porém, o que ficou foi uma combinação de música, gastronomia e utilização do espaço urbano por públicos de diferentes idades. Entre Mariza, NAPA, Viva o Samba, produtores e milhares de visitantes, a Festa na Praça terminou o percurso nacional com Lisboa a servir de cenário para um encontro de grande escala no centro da cidade.
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