As Festas de Abril arrancaram no Beato com uma estreia à altura de Herman José. Antes de subir ao palco, já o humorista prometia uma noite inesquecível: “Vai ser muito divertido e, como diria a super tia, ‘não faltem porque… ouçam, vai ser uma caturreira’!” E cumpriu.
O Beato Innovation District encheu-se de gargalhadas, memórias e aquela familiaridade que só Herman consegue criar. Entre músicas, personagens que atravessam gerações e improvisos que parecem nascer no instante, o espetáculo Herman & Quarteto inaugurou as noites no Beato com uma leveza contagiante. Houve Serafim aos molhos, houve o bigode e a bengala do Senhor Feliz, houve aquele humor que se reinventa sem perder o sabor de sempre.
Próximo e cúmplice, Herman conversou com o público como quem reencontra velhos conhecidos. O quarteto que o acompanhava deu a moldura musical perfeita, criando um ambiente elegante onde as histórias, as vozes e os apartes fluíam com naturalidade. A noite foi de Herman José — e o público correspondeu com entusiasmo, consolidando este momento como um dos destaques destas Festas de Abril.
A programação segue agora com outros momentos fortes. Já esta noite, às 21h30, o palco recebe Os Vizinhos, a banda alentejana que se tornou um fenómeno de popularidade e que continua a conquistar novos fãs a cada concerto. A sua presença promete uma noite animada, marcada por ritmos quentes e uma energia crescente.
Noutro ponto da cidade, a Fundação Calouste Gulbenkian prepara-se para acolher Por um Mundu Nôbu, um encontro de vozes lusófonas que celebra a diversidade da língua portuguesa. Calema, Carolina Deslandes, Dino D’Santiago, Jota Pê, Koffy, Soraia Morais e a Orquestra Sem Fronteiras, dirigida por Martim Sousa Tavares, juntam-se amanhã a partir das 20h para um espetáculo que cruza geografias, sonoridades e afetos.
As Festas de Abril estendem-se ainda a visitas guiadas, percursos, conversas e exposições, com propostas que atravessam o Castelo de São Jorge, o Padrão dos Descobrimentos e o Museu de Lisboa – Teatro Romano. Uma programação organizada pela EGEAC que continua a celebrar a cidade, o património e a criação artística — sempre com espaço para a surpresa, a descoberta e, como ontem no Beato, muitas gargalhadas.



