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Bienal de Cerveira convida o público a fazer parte da criação artística

Bienal de Cerveira promove ateliers, residência artística e oficinas para todas as idades, aproximando o público da criação artística contemporânea.

Participante molda barro durante uma atividade da Bienal de Cerveira dedicada à criação artística e à experimentação
Os Ateliers Livres de Verão da Bienal de Cerveira aproximam o público dos processos de criação artística através de atividades participativas - ®DR

Conhecer as etapas que antecedem o nascimento de uma obra de arte é uma oportunidade pouco comum fora dos espaços de criação. É essa experiência que a Bienal de Cerveira propõe com os Ateliers Livres de Verão, uma iniciativa que aproxima crianças, jovens e adultos dos artistas, das técnicas e dos processos que dão forma à arte contemporânea.

Integrada na XXIV Bienal Internacional de Arte de Cerveira (BIAC), a iniciativa reforça o compromisso da Fundação Bienal de Arte de Cerveira com a aproximação entre a criação artística e a comunidade. Ao abrir os ateliers e uma residência artística ao público, a Bienal de Cerveira proporciona uma experiência participativa que permite compreender como nasce uma obra e conhecer diferentes formas de expressão artística.

Bienal de Cerveira abre espaço à experimentação artística

Os Ateliers Livres de Verão decorrem entre 11 e 16 de agosto, nas oficinas do Museu Bienal de Cerveira, reunindo artistas convidados para orientar atividades dirigidas a participantes de todas as idades, independentemente da experiência que possuam nas artes visuais.

Na área da gravura, Acácio de Carvalho apresenta técnicas de impressão e os processos criativos associados a uma das disciplinas mais marcantes das artes visuais. Já Henrique do Vale conduz os ateliers de pintura, incentivando os participantes a explorar a cor, a composição e diferentes formas de expressão plástica através de uma abordagem prática e participativa.

Também as crianças dispõem de um espaço pensado para despertar a criatividade. Orientado por Telma Pereira e Alberto Silva, o atelier infantil promove um primeiro contacto com materiais, técnicas e linguagens artísticas, estimulando a imaginação, a curiosidade e a experimentação num ambiente adaptado aos participantes mais jovens.

Bienal de Cerveira revela os bastidores da criação artística

Um dos momentos mais diferenciadores da programação acontece a 12 de agosto, com a oficina integrada na residência artística “Matéria-Origem: Arquivos Vivos”, desenvolvida em parceria entre a Fundação Bienal de Arte de Cerveira e o Espaço Satsang.

Conduzida pelas artistas Aléxia Delorme, Karla Ruas e Carolina Leal, esta sessão convida o público a acompanhar um processo de investigação centrado na extração de pigmentos naturais provenientes de solos, minérios e plantas, explorando a relação entre arte, natureza e território.

A oficina permite acompanhar diferentes fases do trabalho desenvolvido pelas artistas residentes, revelando como a investigação, a experimentação e a escolha dos materiais influenciam o resultado final. Ao tornar visíveis estes processos, a iniciativa oferece uma perspetiva pouco habitual sobre a criação artística e aproxima o público da realidade quotidiana de quem produz arte contemporânea.

Esta dimensão participativa é uma das marcas da Bienal de Cerveira, que continua a apostar na mediação cultural como forma de aproximar artistas, obras e comunidade. Ao incentivar o contacto direto com técnicas, materiais e metodologias de trabalho, a iniciativa promove uma relação mais próxima e informada com a arte contemporânea.

Bienal de Cerveira reforça a ligação entre arte e comunidade

Os Ateliers Livres de Verão integram o programa de mediação cultural da Bienal de Cerveira, refletindo a aposta da Fundação em criar experiências acessíveis a públicos de diferentes idades e níveis de conhecimento. As atividades decorrem nas oficinas do Museu Bienal de Cerveira e destinam-se a crianças, jovens e adultos, mediante aquisição de bilhete para as exposições da XXIV BIAC.

A edição deste ano da bienal decorre até 30 de dezembro, sob o tema “Territórios sem Fronteira”, propondo uma reflexão sobre as fronteiras enquanto construções geográficas, políticas, sociais, mentais e simbólicas. Ao longo de mais de cinco meses, a Bienal de Cerveira reúne exposições, residências artísticas, performances, cinema, conferências e ações de mediação cultural, afirmando-se como uma das mais relevantes plataformas dedicadas à arte contemporânea em Portugal.

Ao abrir os espaços de criação ao público, a Bienal de Cerveira demonstra que a experiência artística também se constrói através da participação e do conhecimento dos processos que antecedem cada obra. Os Ateliers Livres de Verão traduzem essa visão, proporcionando um contacto direto com artistas e técnicas que normalmente permanecem longe do olhar dos visitantes.

Ao longo de mais de quatro décadas, a Bienal de Cerveira consolidou um papel de referência na promoção da arte contemporânea e no diálogo entre artistas, território e comunidade. A programação de verão reforça essa identidade, transformando o museu num espaço onde a aprendizagem, a experimentação e a criação se cruzam para proporcionar uma experiência cultural aberta a diferentes gerações.

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