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A tarte basca de Hugo Candeias encontra em A BASQA uma nova expressão

A tarte basca de Hugo Candeias ganha uma marca própria com A BASQA, projeto dedicado à receita e ao rigoroso processo de preparação desta conhecida sobremesa

Fatia de tarte basca de Hugo Candeias com interior cremoso e superfície caramelizada
Fatia de tarte basca de Hugo Candeias, marcada pelo interior cremoso e pela superfície intensamente tostada.

A tarte basca que Hugo Candeias foi aperfeiçoando ao longo dos últimos anos ganha agora uma marca própria. Chama-se A BASQA e nasce para dar um novo enquadramento a uma receita que conquistou uma procura consistente do público.

A nova marca é dedicada exclusivamente à interpretação do chef desta sobremesa de origem basca. O projeto surge depois de o doce ter começado a ser requisitado para além dos espaços onde era originalmente servido, através de encomendas, recomendações e pedidos de quem queria voltar a encontrá-lo.

A tarte basca que deu origem à A BASQA

A ideia de criar o projeto nasceu quando se tornou evidente que a tarte basca tinha conquistado um espaço singular no percurso de Hugo Candeias. A procura manteve-se ao longo do tempo e a tarte basca passou a ser identificada pelo público independentemente do contexto em que era apresentada.

“A determinada altura, percebemos que a tarte basca já tinha vida própria. As pessoas perguntavam sempre por ela e continuavam a voltar”, explica Hugo Candeias.

A BASQA surge, assim, centrada numa única criação. Em vez de desenvolver uma gama alargada de produtos, o chef decidiu concentrar o modelo de negócio numa confeção que já tinha demonstrado capacidade para se afirmar por si própria.

A opção acompanha também a intenção de tornar a sobremesa acessível em diferentes formatos, podendo ser encomendada inteira ou apreciada à fatia.

Uma tarte basca de interior cremoso

Na receita de Hugo Candeias, o contraste de texturas é um dos elementos centrais. O interior apresenta uma consistência cremosa, enquanto a superfície é levada a uma cozedura intensa, responsável pela camada caramelizada e profundamente tostada.

O sabor procura o equilíbrio entre o doce e o salgado, evitando que a tarte basca se torne enjoativa. O resultado é uma combinação em que a cremosidade do miolo encontra uma crosta exterior mais intensa, tanto na textura como no paladar.

A preparação parte do método tradicional de San Sebastián, mas inclui alguns detalhes introduzidos pelo chef. Alguns desses elementos permanecem reservados, fazendo parte daquilo que Hugo Candeias prefere não revelar sobre a sua versão.

A receita não assenta numa fórmula secreta, mas exige precisão na execução. É aí que entram os tempos, as temperaturas e a atenção às diferentes fases da preparação.

O tempo também faz parte da receita

A temperatura de cozedura segue sempre os mesmos parâmetros, mas o trabalho não termina quando a tarte sai do forno. A sobremesa precisa de repousar durante 24 horas antes de chegar ao cliente.

Esse período integra o próprio processo de confeção e permite que a textura evolua até ao ponto pretendido. A espera é, por isso, tão importante quanto o tempo de forno.

Para Hugo Candeias, manter este padrão de forma consistente é um dos principais desafios. O chef rejeita a ideia de que exista um único segredo responsável pelo resultado. “Não acredito em segredos. Acredito em repetição, rigor e sensibilidade”, afirma.

A frase resume a abordagem: repetir os procedimentos, respeitar os parâmetros definidos e saber interpretar aquilo que acontece durante a cozedura.

Uma receita pensada para manter a consistência

A preocupação com a regularidade ganha particular importância numa sobremesa que passou a ser procurada de forma recorrente. O objetivo é que a experiência se mantenha reconhecível ao longo do tempo, sem depender do momento em que a tarte é provada.

Para isso, cada etapa precisa de ser rigidamente controlada. A temperatura, o tempo de forno e o repouso posterior contribuem para determinar a textura e o equilíbrio final.

É também esta exigência que está na base da decisão de A BASQA se dedicar a uma única especialidade. A marca nasce em torno de um produto concreto e do conhecimento acumulado pelo chef durante o seu desenvolvimento.

A BASQA nasce de uma receita já reconhecida

A criação da marca representa uma nova etapa para uma sobremesa que já tinha construído uma relação forte com o público. Em vez de surgir primeiro como conceito e só depois procurar um produto que o sustentasse, A BASQA faz o percurso inverso: parte de uma criação que já era célebre e transforma esse reconhecimento num projeto autónomo.

O resultado é um negócio com um foco muito definido, onde a tarte basca ocupa todo o espaço. A confeção mantém a inspiração na tradição de San Sebastián, mas assume a interpretação desenvolvida por Hugo Candeias, desde o equilíbrio dos sabores à textura e ao processo de preparação.

A BASQA está já disponível para encomenda, em formato inteiro. Os pedidos podem ser efetuados através do email [email protected].

A nova marca coloca, assim, uma criação que acompanhou diferentes momentos do percurso de Hugo Candeias no centro de um projeto próprio. O ponto de partida é uma tarte basca, mas o que se procura consolidar é uma identidade com características bem definidas e uma forma de preparação pensada para as preservar.

aNOTÍCIA.pt