O FC Porto entrou no António Coimbra da Mota para defrontar o Estoril Praia, focado em responder à vitória do Sporting, sabendo que apenas os três pontos garantem a dependência direta na luta pelo título. Sob o comando de Francesco Farioli, que promoveu a habitual rotação após a Liga Europa, os dragões assumiram o controlo desde cedo.
A superioridade materializou-se aos 15 minutos: Zaidu lançou Gabri Veiga e o espanhol cruzou para o segundo poste, onde Pepê finalizou com sucesso. O domínio portista continuou intenso e, após um golo anulado a Deniz Gül por fora de jogo, o 2-0 surgiu aos 33 minutos. Na sequência de um canto de Gabri Veiga, a bola desviou em Froholdt e Xeka acabou por marcar na própria baliza.
Apesar do desperdício de Deniz Gül isolado, o Estoril ainda ameaçou perto do descanso por Ricard Sánchez e Lacximicant, mas Diogo Costa segurou a vantagem. Ao intervalo deste Estoril – FC Porto, os azuis e brancos recolheram aos balneários com uma superioridade estatística clara e uma margem confortável de dois golos.
A segunda metade do Estoril – FC Porto começou com polémica logo aos 46 minutos. Froholdt caiu na área após um lance com Tsoungui, mas, após consulta ao VAR, Luís Godinho considerou que o defesa tocou primeiro na bola, mandando seguir a partida.
Com o susto ultrapassado, a equipa de Ian Cathro subiu as linhas e alargou o jogo, obrigando os dragões a uma atenção redobrada nos corredores laterais.
Apesar da subida estorilista, o perigo continuou a rondar a baliza de Joel Robles. Aos 56 minutos, numa transição de classe iniciada por Pepê, Deniz Gül voltou a estar perto do golo, mas o remate saiu ligeiramente ao lado do poste. O avançado turco tem sido uma das figuras do jogo, pecando apenas na finalização.
Com o avançar do cronómetro, o FC Porto baixou o bloco defensivo, convidando o Estoril a ter mais bola para explorar o contra-ataque. Jogadores como Xeka e João Carvalho têm sido fundamentais na tentativa dos “canarinhos” em ferir a defensiva portista.
A partida no António Coimbra da Mota ganhou nova vida aos 64 minutos. Primeiro, Borja Sainz obrigou Joel Robles a uma defesa monumental e, na recarga, Froholdt atirou por cima. O Estoril respondeu de imediato por Lacximicant, mas a pontaria do avançado canarinho também falhou o alvo.
A partida parecia sentenciada aos 72 minutos, quando o FC Porto chegou ao 3-0. Numa jogada coletiva de luxo, Borja Sainz serviu Alberto, que cruzou rasteiro para a finalização certeira de Froholdt. Com este resultado confortável, o jogo entrou numa fase de gestão que acabou por trair a defensiva de Francesco Farioli.
Aproveitando alguma apatia dos dragões, o Estoril conseguiu reduzir para 3-1. Begraoui, recebeu a bola na área, rodou sobre si próprio com classe e faturou, colocando a bola no setor esquerdo da baliza de Diogo Costa. Este golo premiou a persistência da equipa de Ian Cathro, que nunca baixou os braços neste Estoril – FC Porto.
Apesar do golo sofrido, os azuis e brancos mantêm o controlo das operações, procurando segurar três pontos vitais na perseguição à liderança. O apito final do Estoril – FC Porto confirmou um triunfo sólido da equipa de Francesco Farioli. Com estes três pontos, os dragões superam a pressão externa e reafirmam a sua candidatura ao título.


