
“Na Vanguarda de Mim Mesmo” reúne Tayob J., Rashid e Dino d’Santiago num tema que antecede o álbum A Beleza do Erro, com edição prevista para maio. A construção assenta numa abordagem direta ao rap, onde texto, interpretação e produção operam sem excesso de elementos acessórios.
Na Vanguarda Mim Mesmo como ponto de partida
A expressão Na Vanguarda Mim Mesmo organiza o tema a partir de uma ideia central: o desenvolvimento artístico como processo individual. A origem está numa reflexão de Tayob J. sobre a ausência de formação teórica no rap e sobre o modo como a intuição e a prática moldam identidade.
O resultado não se orienta para validação externa. A progressão constrói-se a partir de um eixo interno, assumido por cada participante de forma autónoma.
Um processo entre Lisboa e São Paulo
A pré-produção iniciou-se em 2023. O desenvolvimento passou por São Paulo, onde Tayob J. e Rashid finalizaram a gravação. A entrada de Dino d’Santiago surge já numa fase consolidada do tema, sustentada por uma relação artística prévia e afinidade com o conceito.
A circulação entre Lisboa e São Paulo não fragmenta o resultado. Em Na Vanguarda Mim Mesmo, essa trajetória traduz-se numa unidade formal e narrativa.
Estrutura sonora e interpretação
O tema inicia-se com um piano em registo contido, que estabelece a base melódica. A introdução progressiva de batidas e linhas de baixo redefine o equilíbrio sem deslocar o foco da palavra.
As intervenções de cada artista mantêm independência narrativa, evitando redundância. A produção acompanha essa lógica, com variações subtis em vez de rutura.
Durante a fase final do projeto, os três artistas reuniram-se em Lisboa para filmar o videoclipe, realizado por Chris Costa. O registo visual acompanha a lógica do tema: câmara próxima, atenção à escuta e à presença, sem construção narrativa paralela.
Na Vanguarda Mim Mesmo no contexto do álbum
O tema sucede a “Alibi” e integra o álbum A Beleza do Erro, primeiro registo de longa duração de Tayob J., que reúne colaborações com diferentes artistas do espaço lusófono e brasileiro.
Neste contexto, Na Vanguarda Mim Mesmo assume um papel estrutural ao fixar uma das linhas centrais do disco: a relação entre percurso, identidade e criação.






















