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HONOR D1: robô humanoide bate recorde humano na meia maratona de Pequim 2026

Na meia maratona de Pequim 2026, robô bate recorde humano com navegação autónoma, evidenciando avanços na inteligência física

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HONOR D1: robô humanoide bate recorde humano na meia maratona de Pequim 2026 - ®DR

Na meia maratona de Pequim 2026, um dado objetivo reconfigurou o enquadramento da competição: um robô humanoide bate um recorde até aqui exclusivamente humano, com um tempo inferior à melhor marca mundial registada.

O HONOR D1 completou os 21,0975 quilómetros em 50 minutos e 26 segundos, superando o anterior recorde de 57:20. Este resultado fixa um novo parâmetro de medição para sistemas de inteligência artificial aplicados a esforço físico prolongado, em condições reais e comparáveis às da competição humana.

Quando um robô bate recorde humano em competição real

A meia maratona de Pequim reuniu mais de 300 robôs de 102 equipas internacionais, refletindo a rápida expansão da robótica aplicada ao desempenho físico. Neste contexto, a HONOR ocupou as seis primeiras posições, com máquinas capazes de completar o percurso em navegação totalmente autónoma — um critério determinante na avaliação da maturidade tecnológica.

O D1 evidenciou consistência ao longo de toda a prova. Para além da velocidade, manteve estabilidade perante contacto físico, variações de ritmo e exigência contínua, sem necessidade de intervenção externa.

Da mobilidade à inteligência física

O desempenho do robô humanoide da HONOR está diretamente ligado ao “Alpha Plan”, estratégia que orienta a evolução da empresa para um ecossistema integrado de dispositivos com inteligência artificial. Neste enquadramento, o D1 traduz a transposição de tecnologias do universo móvel para um sistema físico autónomo.

Com 169 cm de altura, integra 159 componentes metálicos especializados e módulos articulares com capacidade de binário até 600 Nm. Esta configuração assegura equilíbrio dinâmico contínuo e capacidade de resposta a situações de instabilidade ao longo do percurso.

Como o robô bate recorde humano: arquitetura e desempenho

A base tecnológica do D1 resulta da adaptação de soluções desenvolvidas para dispositivos móveis. A IA no dispositivo permite interpretação espacial em tempo real, enquanto o sistema de refrigeração líquida garante estabilidade térmica durante toda a meia maratona de Pequim.

A gestão energética segue o mesmo princípio de eficiência: autonomia superior a 10 km por bateria e um sistema de substituição rápida que assegura continuidade operacional. Este conjunto sustenta o momento em que o robô bate, de forma consistente, um recorde de referência humana.

Relação entre capacidade técnica e contexto humano

A abordagem da HONOR assenta na AHI (Inteligência Humana Aumentada), centrada na integração entre sistemas artificiais e contexto real. O desenvolvimento tecnológico privilegia adaptação, previsibilidade e interação funcional.

A “Sinergia dos Três Cérebros” — pessoal, universal e edge — permite que os sistemas de IA operem de forma distribuída, assegurando coerência entre dispositivos e ambientes.

Um novo referencial mensurável

Após mais de 150 ciclos de teste e 2.000 quilómetros percorridos em condições reais, o desempenho do D1 estabelece um novo ponto de comparação para a robótica aplicada.

Quando um robô, em ambiente competitivo, bate um recorde historicamente associado ao desempenho humano, a avaliação deixa de ser prospetiva e passa a basear-se em métricas verificáveis. A inteligência artificial incorporada entra, assim, num domínio onde os resultados são comparáveis, repetíveis e quantificáveis.

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