
O percurso de Carlos Matos começou a desenhar-se entre 2008 e 2012, na Escola de Hotelaria e Turismo de Coimbra. O que nasceu de forma genuína na cozinha da avó transformou-se numa carreira sólida de quem não tem medo de percorrer o país para aprender com os melhores. Após passagens estratégicas pelo Centro e Alentejo, o chef Carlos Matos aceitou, em 2019, o desafio de ser Sous-chef no Degust’Ar Lisboa, onde apurou o rigor da alta gastronomia. Mais tarde, passou pelo Hotel Sheraton Cascais, de onde saiu para desenvolver o seu projeto pessoal.
Escola Alentejana e a Influência de António Nobre
Foi no Alentejo, sob a mentoria do Chef António Nobre, que Carlos aprofundou a sua ligação visceral à terra. “Trabalhar com o Chef António foi um divisor de águas,” recorda. “Aprendi que a cozinha regional exige respeito pelo tempo e pelas raízes.” Foi nesta fase que a carne de caça passou a ser a sua assinatura. Das açordas de perdiz — com a mestria das origens de Nobre em Beja — à preparação da lebre e do pato-real, Carlos absorveu a lição de que o segredo não reside na complexidade da técnica, mas na profundidade do sabor e no respeito pelo animal.
A “Trilogia”: Rusti’ca, Gastr’Oficina e o Homem por trás do Avental
Atualmente, o Chef opera numa “trilogia” que se alimenta mutuamente: a Rusti’ca (focada no serviço de Private Chef), a Gastr’Oficina (o seu laboratório físico em Sintra) e a marca pessoal Carlos Matos que garante a qualidade de cada experiência. “A Rusti’ca leva a minha alma para fora; a Gastr’Oficina traz o mundo para dentro da minha cozinha. Prefiro ser desafiado por um cliente a cozinhar algo novo do que estar preso a uma carta imutável,” afirma.
Atualmente, o Chef opera numa “trilogia” que se alimenta mutuamente: a Rusti’ca (focada no serviço de Private Chef), a Gastr’Oficina (o seu laboratório físico em Sintra) e a marca pessoal Carlos Matos que garante a qualidade de cada experiência. “A Rusti’ca leva a minha alma para fora; a Gastr’Oficina traz o mundo para dentro da minha cozinha. Prefiro ser desafiado por um cliente a cozinhar algo novo do que estar preso a uma carta imutável,” afirma.
Filosofia “Field to Fork”: Sustentabilidade e Origem
Entusiasta pelas pequenas produções, Carlos recusa o produto industrial. “Não me faz sentido cozinhar um porco bísaro ou uma peça de caça se não conhecer o rosto de quem o criou.” Esta visão estende-se à sustentabilidade real: comer o que a terra dá, quando dá. Na caça, o seu ex-libris é o escabeche de perdiz vermelha, uma espécie emblemática da nossa gastronomia. Para Carlos, a caça é um processo ético que começa no conhecimento do habitat e só termina verdadeiramente à mesa.
Experiências com Alma e Próximos Desafios
Ao confiar num serviço assinado pelo Chef Carlos Matos, o cliente retira todo o peso da organização, recebendo em sua casa a matéria-prima, a técnica e até a louça. “O verdadeiro luxo hoje é ter um profissional que entra na sua casa e lhe permite desfrutar do tempo com a família enquanto o jantar acontece.” De jantares intimistas a eventos de grande escala, como passagens de ano para mais de 170 pessoas, o desafio é o que o move.
O calendário do Chef continua dinâmico, com destaque para a sua participação no evento Mesa Ibérica, em Campo Maior, que aconteceu no primeiro fim de semana de maio. Este foi um momento de celebração da cultura gastronómica da Península Ibérica. Além disso, a Gastr’Oficina mantém a sua agenda de workshops temáticos e aulas de cozinha abertas ao público, convidando todos a viver a gastronomia com todos os sentidos.






















