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Paulo Nunes volta a destacar-se entre os maiores nomes da enologia nacional

Paulo Nunes conquistou o prémio de Melhor Enólogo do Ano e volta a destacar a Casa da Passarella entre as referências do Dão

Paulo Nunes
Paulo Nunes volta a destacar-se entre os maiores nomes da enologia nacional - ®DR

A atribuição de novos prémios nacionais voltou a colocar Paulo Nunes e a Casa da Passarella entre os nomes mais reconhecidos da vitivinicultura portuguesa. O enólogo foi distinguido, em 2026, com o Prémio de Melhor Enólogo do Ano na categoria de Vinhos Tranquilos nos Troféus Paixão Pelo Vinho, reforçando um percurso marcado pela valorização do património vitícola e da identidade dos vinhos do Dão.

A distinção surge poucos meses depois de o Casa da Passarella Vindima 2014 ter sido considerado o melhor vinho apresentado em 2025 nos Prémios Grandes Escolhas. Os dois reconhecimentos consolidam o posicionamento da histórica propriedade da Serra da Estrela entre os projetos mais consistentes e valorizados da produção nacional, numa altura em que os vinhos de origem assumem crescente protagonismo junto de consumidores e especialistas.

Ao longo das últimas duas décadas, Paulo Nunes tem desenvolvido na Casa da Passarella um trabalho profundamente ligado à recuperação de vinhas históricas, à preservação de castas autóctones raras e à interpretação técnica do terroir da região.

A abordagem seguida pelo enólogo português combina observação de campo, investigação vitícola e estudo detalhado das diferentes parcelas da propriedade, procurando preservar a autenticidade e a expressão natural das vinhas antigas.

Além das distinções agora alcançadas, Paulo Nunes já tinha sido eleito “Enólogo do Ano” pela Revista Grandes Escolhas, em 2018, e pela Revista de Vinhos, em 2020, reconhecimentos que consolidaram a sua reputação entre os principais nomes da enologia portuguesa contemporânea.

Paulo Nunes lidera recuperação de vinhas centenárias no Dão

Fundada em 1892, a Casa da Passarella preserva algumas das vinhas centenárias mais relevantes da Serra da Estrela. Essas parcelas antigas têm servido de base ao trabalho de investigação desenvolvido pela equipa liderada por Paulo Nunes, especialmente centrado na preservação do património genético da propriedade e na recuperação de práticas vitícolas históricas.

Os solos graníticos, a altitude e as amplitudes térmicas características da Serra da Estrela desempenham um papel determinante na identidade dos vinhos produzidos pela propriedade. Frescura natural, precisão aromática, tensão mineral e capacidade de envelhecimento são algumas das características frequentemente associadas aos vinhos da Casa da Passarella.

Nos últimos anos, o projeto aprofundou igualmente o estudo das diferentes microparcelas da vinha, procurando compreender o comportamento das castas autóctones em função da altitude, exposição solar, composição dos solos e condições climáticas da região do Dão.

Casa da Passarella reforça identidade dos vinhos da Serra da Estrela

A crescente valorização dos vinhos de origem e da autenticidade territorial tem contribuído para consolidar o posicionamento da Casa da Passarella nos mercados nacional e internacional.

A propriedade continua a apostar na preservação de castas tradicionais e na produção de vinhos profundamente ligados ao território da Serra da Estrela.

“Estes prémios são sempre um reconhecimento importante. A Casa da Passarella quer garantir que este património vitícola único continua vivo e relevante para as próximas gerações”, afirma Paulo Nunes.

A combinação entre conhecimento técnico, investigação vitícola, recuperação de vinhas antigas e interpretação precisa do terroir tem permitido consolidar a Casa da Passarella como uma das propriedades mais identitárias do Dão, numa altura em que consumidores e especialistas valorizam cada vez mais autenticidade, sustentabilidade e ligação ao território.

Sobre a Casa da Passarella

A Casa da Passarella localiza-se na Serra da Estrela, na região demarcada do Dão. Fundada em 1892, quase duas décadas antes da demarcação oficial da região, dedica-se à produção de vinhos de elevada qualidade e preserva algumas vinhas centenárias consideradas património vitícola de elevado valor histórico.

Sob direção enológica de Paulo Nunes desde 2008, a propriedade tem desenvolvido um trabalho focado na recuperação de castas autóctones, na valorização do terroir da Serra da Estrela e na produção de vinhos profundamente ligados à identidade da região.

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