
O Joaquim Arnaud & Friends tem vindo a transformar Pavia num ponto de encontro improvável entre tradição alentejana, cultura vínica contemporânea e alguns dos produtores mais reconhecidos do país. Durante algumas horas, os pátios, as adegas e os antigos espaços da Casa Joaquim Arnaud alteram o ritmo da vila, reunindo conversas, provas comentadas e diferentes expressões do vinho português num ambiente marcado pela proximidade e pela identidade do território. O ambiente muda, as portas permanecem abertas e o Alentejo volta a receber alguns dos nomes mais reconhecidos do setor vínico nacional num encontro que cruza património, conhecimento técnico e identidade regional.
É neste contexto que o Joaquim Arnaud & Friends regressa no próximo dia 30 de maio de 2026, entre as 15h e as 20h, para a sua quarta edição. O evento volta a reunir produtores, enólogos, escanções, gastrónomos e visitantes num ambiente marcado pela proximidade entre quem produz e quem procura compreender melhor o vinho português contemporâneo.
Com o apoio da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo e do Município de Mora, o Joaquim Arnaud & Friends tem vindo a afirmar-se como um encontro vínico de referência fora dos circuitos urbanos habituais, valorizando a ligação ao território e a autenticidade da experiência. Ao longo das últimas edições, Pavia tornou-se ponto de encontro para diferentes gerações de produtores e apreciadores de vinho, reforçando a centralidade do Alentejo na cultura vínica nacional.
Joaquim Arnaud & Friends reúne produtores de várias regiões
Ao longo da tarde, os visitantes poderão circular pelos diferentes espaços da Casa Joaquim Arnaud e participar em provas livres conduzidas por produtores de várias regiões vitivinícolas portuguesas. A proposta passa pela criação de um percurso informal de descoberta, onde cada produtor apresenta diferentes estilos, métodos de vinificação e interpretações do terroir.
Entre os produtores presentes no Joaquim Arnaud & Friends encontram-se Antiese, Confraria dos Vinhos de Cabeção / Vinhos Cananó, Henrique Cizeron, Herdade de Portocarro, Herdade do Mouchão, Herdade do Peru, Quinta das Carrafouchas, Quinta dos Plátanos, Quinta de Paços, Quinta da Saboradela e Destilaria Pérola do Alentejo.
A presença de produtores oriundos de várias geografias permite ao público contactar com diferentes perfis vínicos, castas, abordagens enológicas e identidades regionais, numa programação desenhada para privilegiar o contacto direto e a partilha de conhecimento.
A organização mantém também a aposta num modelo de evento onde o vinho surge associado ao contexto cultural e gastronómico do território, evitando uma lógica exclusivamente expositiva. Essa componente tem contribuído para diferenciar o Joaquim Arnaud & Friends no panorama nacional dos eventos vínicos.
Gastronomia e harmonizações reforçam identidade do evento
No Pátio da Casa Joaquim Arnaud, a componente gastronómica ficará a cargo do restaurante Biclaque Trajano, de Chaves, situado no quilómetro zero da Estrada Nacional 2. A presença do restaurante estabelece uma ligação simbólica entre o Norte e o Alentejo, aproximando duas regiões onde a valorização do produto local, da origem e da cozinha tradicional continua a assumir um papel determinante.
Durante o Joaquim Arnaud & Friends, os visitantes poderão experimentar harmonizações entre vinhos e petiscos inspirados em sabores regionais, num registo pensado para acompanhar a diversidade de estilos vínicos presentes no evento.
A programação deste ano introduz também novas experiências dedicadas à prova e interpretação do vinho. Na Adega das Talhas regressam os workshops e masterclasses, agora com propostas mais amplas e orientadas para diferentes níveis de conhecimento.
Entre as novidades destacam-se as sessões promovidas pela AEP – Associação de Escanções de Portugal, centradas no serviço, prova e harmonização. A participação da associação acrescenta uma componente técnica ao Joaquim Arnaud & Friends, aproximando profissionais do setor e apreciadores interessados em aprofundar conhecimentos sobre análise sensorial e serviço de vinho.
Joaquim Arnaud & Friends junta vinho, cultura e património
A edição de 2026 volta igualmente a integrar iniciativas ligadas ao património e à cultura. A Cavalariça recebe uma feira de antiguidades, reforçando a ligação do evento ao imaginário rural alentejano e à preservação de objetos associados à memória agrícola e doméstica da região.
Outro dos momentos centrais do programa será a sessão “Quando um fado aprende a ouvir um vinho”, conduzida por Manuel Marçal e com participação da fadista Matilde Cid, uma das vozes mais reconhecidas da nova geração do Fado.
A proposta procura explorar a relação entre música, prova vínica e experiência sensorial, introduzindo uma dimensão cultural que tem vindo a ganhar espaço em encontros ligados ao vinho.
O chef e chocolateiro Francisco Siopa marcará igualmente presença no Joaquim Arnaud & Friends com uma sessão dedicada à relação entre vinho e chocolate. A iniciativa irá explorar afinidades aromáticas, contrastes gustativos e equilíbrio entre diferentes perfis de vinho e chocolate artesanal.
Num contexto em que os eventos vínicos procuram cada vez mais integrar experiências multidisciplinares, o Joaquim Arnaud & Friends reforça a aposta numa programação que cruza vinho, gastronomia, património e cultura.
Entre provas comentadas, encontros com produtores e momentos culturais, Pavia volta assim a assumir-se como palco de um dos encontros vínicos mais distintivos do Alentejo, reunindo projetos de diferentes regiões do país num ambiente marcado pela proximidade, pela identidade territorial e pela valorização do vinho português.
A consistência temática do Joaquim Arnaud & Friends, associada à presença de produtores de várias geografias, à componente técnica das provas e à integração de gastronomia, património e cultura, tem vindo igualmente a consolidar o posicionamento do evento no panorama vínico nacional. Num contexto em que os encontros dedicados ao vinho procuram experiências cada vez mais imersivas e identitárias, Pavia continua a afirmar-se como um território onde tradição e contemporaneidade convivem de forma natural.






















