Início Cultura Concerto Vale do Silêncio junta pop, Luís Represas e grandes obras clássicas

Vale do Silêncio junta pop, Luís Represas e grandes obras clássicas

Vale do Silêncio é o cenário para dois concertos que cruzam pop, Luís Represas e grandes obras clássicas na abertura das Festas na Rua 2026.

Orquestra POP Portuguesa vai atuar no Vale do Silêncio
A Orquestra POP Portuguesa participa na abertura das Festas na Rua 2026, no Vale do Silêncio, com o espetáculo “Divas Pop” - ®DR

Dois concertos, duas linguagens musicais e um mesmo palco marcam o arranque das Festas na Rua 2026. Nos Olivais, o Vale do Silêncio recebe, a 4 e 5 de setembro, uma programação que passa da música pop ao grande repertório clássico, reunindo artistas portugueses, uma homenagem a Luís Represas e cerca de 150 músicos do Coro e Orquestra Gulbenkian.

A abertura acontece na sexta-feira, 4 de setembro, com “Divas Pop”, um espetáculo concebido pela Orquestra POP Portuguesa para esta programação. Sob a direção do maestro Jan Wierzba, Cuca Roseta, Iolanda, Mimicat e Susana Félix sobem ao palco para interpretar canções que atravessam diferentes décadas e universos da música popular.

Vale do Silêncio abre com quatro vozes da música portuguesa

O alinhamento percorre referências nacionais e internacionais, aproximando artistas e repertórios de épocas distintas. De Xutos & Pontapés a ABBA, de Dean Martin a Sérgio Godinho, o espetáculo alterna momentos individuais com interpretações conjuntas das quatro cantoras, acompanhadas pela Orquestra POP Portuguesa.

A programação preparada para o Vale do Silêncio inclui ainda uma homenagem a Luís Represas. O momento resulta de um desafio lançado pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e reúne a orquestra e quatro vozes do coro que a acompanha na interpretação de alguns dos temas mais conhecidos do músico português.

A homenagem surge integrada no próprio conceito do concerto e estabelece uma ligação entre diferentes momentos da música portuguesa. As canções associadas ao percurso de Luís Represas são apresentadas num enquadramento orquestral, numa noite construída a partir de repertórios reconhecíveis e de interpretações que cruzam várias gerações.

Da música pop ao repertório clássico

A mudança acontece no sábado, 5 de setembro. O Coro e Orquestra Gulbenkian apresenta-se no Vale do Silêncio num concerto dirigido pela maestrina Alena Hron e apresentado por Cláudia Semedo. Em palco estarão cerca de 150 músicos para interpretar obras dos séculos XIX e XX.

O programa reúne compositores de diferentes geografias e tradições musicais. Entre as obras previstas encontra-se a “Cuban Overture”, de George Gershwin, o “Andante moderato”, de Florence Price, e “Carmen”, de Georges Bizet, de onde será interpretado “Les voici! Voici la quadrille”.

A noite inclui também páginas de Puccini e Verdi, as Danças Eslavas de Dvořák e obras de Manuel de Falla. Trata-se de um repertório amplo, que percorre universos distintos da música clássica e coloca em evidência diferentes formas de escrita para orquestra, coro e voz.

A presença do Coro e Orquestra Gulbenkian altera por completo o registo da programação iniciada na véspera. Depois de uma noite centrada em canções pop e em vozes da música portuguesa, o Vale do Silêncio passa a ser ocupado por uma formação de grande dimensão e por um programa construído a partir de algumas das referências mais reconhecidas do repertório clássico.

O início das Festas na Rua 2026

A escolha destes dois concertos para abrir a programação revela a amplitude artística das Festas na Rua. A iniciativa organizada pela EGEAC – Lisboa Cultura distribui habitualmente diferentes propostas culturais por vários espaços da cidade, utilizando o espaço público como palco para música e outras expressões artísticas.

Neste caso, o Vale do Silêncio concentra, em apenas dois dias, duas propostas com identidades muito diferentes. A primeira recupera canções que fazem parte da memória coletiva e apresenta-as através de novas interpretações; a segunda percorre obras que continuam a ocupar um lugar central na programação das grandes formações orquestrais.

É precisamente essa sucessão que define o início do programa nos Olivais. A 4 de setembro, quatro intérpretes portuguesas dividem o palco com a Orquestra POP Portuguesa e evocam ainda a obra de Luís Represas. No dia seguinte, cerca de 150 músicos apresentam um programa que atravessa Gershwin, Bizet, Puccini, Verdi, Dvořák e Manuel de Falla.

Durante esse primeiro fim de semana, o Vale do Silêncio torna-se, assim, o ponto de partida de uma nova edição das Festas na Rua. Entre repertórios populares, vozes portuguesas e grandes obras da música clássica, os dois concertos definem uma abertura marcada pela mudança de escala e de linguagem, mas também pela utilização de um dos espaços verdes de Lisboa como cenário para a programação cultural da cidade.

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