Na albufeira de Castelo de Bode, a margem deixa de ser apenas cenário e passa a acompanhar cada arranque, cada manobra e cada aterragem. A praia fluvial do Trízio, na Sertã, recebe entre 3 e 5 de outubro o Campeonato Nacional de Wakeboard, competição que volta a reunir diferentes gerações de atletas para decidir os títulos nacionais de wakeboard, wakeskate e wakesurf.
São esperados cerca de uma centena de participantes, entre jovens em início de percurso e nomes já habituados à exigência competitiva. Ao longo de três dias, o Campeonato Nacional de Wakeboard coloca em disputa os títulos Open, Promoção, Sub-14, Sub-18 e Masters, num programa construído entre eliminatórias, repescagens, semifinais e finais.
Trízio volta ao centro da competição
A escolha da praia fluvial do Trízio não é ocasional. Inserida na albufeira de Castelo de Bode e rodeada por montanha e floresta, esta zona do concelho da Sertã tornou-se uma referência para os desportos náuticos. O plano de água oferece condições que têm permitido receber provas nacionais e manter uma ligação regular às modalidades de prancha rebocada.
É também neste enquadramento que o Campeonato Nacional de Wakeboard procura afirmar uma competição com diferentes níveis de experiência. A presença simultânea de atletas jovens e competidores mais experientes ajuda a perceber a evolução de modalidades que, apesar de continuarem longe da exposição mediática dos grandes desportos, têm conquistado espaço no calendário nacional.
O wakeboard concentra naturalmente grande parte das atenções, mas o programa reparte o protagonismo com o wakeskate e o wakesurf. São disciplinas distintas, com técnicas próprias, mas unidas pela exigência de equilíbrio, controlo e leitura da água.
Campeonato Nacional de Wakeboard em três dias
A competição começa a 3 de outubro com as eliminatórias de wakeskate, wakeboard e wakesurf. No dia seguinte realizam-se as repescagens e semifinais de wakeboard e wakesurf, antes de as decisões ficarem reservadas para 5 de outubro.
As finais de wakeskate abrem o último dia, seguindo-se as de wakeboard e wakesurf. A entrega de prémios está marcada para as 15h00. Até lá, o Campeonato Nacional de Wakeboard deverá concentrar a maior pressão competitiva precisamente nas séries em que cada erro pode significar a diferença entre continuar em prova ou perder a possibilidade de discutir um título.
O acesso do público ao recinto é livre. O programa inclui igualmente momentos de animação em terra, entre os quais uma Sunset Party no final do primeiro dia, mas é na água que se concentra o essencial da competição. A sucessão de rondas permite acompanhar a progressão dos atletas até às finais e perceber como a margem para erro diminui à medida que o fim de semana avança.
Regras internacionais e transmissão online
O Campeonato Nacional de Wakeboard decorre sob a égide da Federação Portuguesa de Motonáutica e segue os regulamentos internacionais da IWWF — International Waterski & Wakeboard Federation. A organização pertence à YI Ski & Wake e à Endless Wakeboard, com o apoio da Câmara Municipal da Sertã.
Vasco Trindade, diretor da prova, considera que a evolução do campeonato tem sido acompanhada por “mais participantes, maior qualidade competitiva e uma afirmação crescente destas modalidades em Portugal”, apontando 2026 como mais uma etapa desse percurso.
Para quem não estiver no Trízio, o Campeonato Nacional de Wakeboard terá transmissão em livestream através do canal oficial do evento no YouTube e dos canais da Federação Portuguesa de Motonáutica.
A edição de 2026 chega, assim, com um quadro competitivo alargado, várias categorias em disputa e três modalidades reunidas no mesmo palco. No Trízio, os títulos nacionais serão decididos ao longo de um fim de semana em que técnica, consistência e capacidade de resposta à pressão terão peso em cada passagem. O Campeonato Nacional de Wakeboard volta à Sertã com esse desfecho em aberto até à última final.
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