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Último dia do Sol da Caparica encerra quatro dias de música em português

Último dia do Sol da Caparica encerra a 11.ª edição, que reuniu mais de 105 mil pessoas em quatro dias de música lusófona

Último dia do Sol da Caparica com público a segurar bandeira portuguesa com imagem de Quim Barreiros
Público segura uma bandeira portuguesa com a imagem de Quim Barreiros durante o último dia do Sol da Caparica - ©Pedro Estevens

O último dia do Sol da Caparica encerrou, no domingo, 16 de agosto, quatro dias de música e encontros no Parque Urbano da Costa da Caparica. A despedida da 11.ª edição do Sol da Caparica ficou marcada por colaborações em palco, pelo cruzamento de diferentes gerações e por uma programação que manteve o recinto em movimento até ao último concerto.

Quim Barreiros, deu inicio à programação do último dia do Sol da Caparica, seguindo-se os ÁTOA e MC Paiva, numa sucessão de propostas que voltou a aproximar públicos com referências musicais distintas. A noite ganhou depois outro ritmo com Slow J, que recebeu Prodígio em palco para interpretarem juntos “4 de Fevereiro”, pela primeira vez num concerto.

O encontro entre os dois artistas tornou-se um dos momentos mais marcantes da noite. A atuação de Slow J passou ainda por “Where U @”, “TATA”, “Casa” e “Bem Zen”, perante um público atento às palavras e às diferentes dimensões da sua música.

Já no encerramento do Palco Via Verde, Lon3r Johny assumiu o último concerto da edição e transformou a despedida do último dia do Sol da Caparica, numa sucessão de encontros. Slow J, ProfJam e Plutónio juntaram-se ao artista em palco, participando em momentos que incluíram “UH LA LA LA” e “25 DE ABRIL”, num final que reuniu diferentes nomes da música urbana portuguesa.

O último dia do Sol da Caparica acabou, assim, por concentrar uma das características que atravessou toda a edição: a capacidade de cruzar artistas, linguagens musicais e públicos diferentes no mesmo espaço, sem que a diversidade do cartaz impedisse a existência de momentos de encontro.

Último dia do Sol da Caparica prolongou a música pelo recinto

A despedida não aconteceu apenas diante do palco principal. Enquanto o Palco Via Verde concentrava os concertos de maior dimensão, o Palco Sagres, neste último dia do Sol da Caparica manteve o recinto em movimento com uma programa

ção ligada ao afro-house, ao funk, à música urbana e à eletrónica.

Também o Palco Jazzy levou a dança para diferentes momentos da noite, com espetáculos inspirados nas sonoridades africanas e brasileiras e na cultura hip-hop. A proximidade entre bailarinos e público criou uma dinâmica própria e ajudou a prolongar a experiência para lá dos concertos.

Assim, o último dia do Sol da Caparica não se resumiu ao alinhamento do palco principal. Entre música, dança e circulação pelo recinto, a programação ocupou diferentes espaços do Parque Urbano e manteve o ambiente de celebração até ao final.

Uma cidade temporária montada na Costa da Caparica

Por detrás da noite de encerramento esteve uma operação que começou muito antes da abertura das portas. Cerca de 3.000 profissionais participaram nas diferentes fases de montagem, produção, funcionamento e desmontagem, num trabalho que se prolongou por várias semanas.

A estrutura montada para receber o público incluiu três palcos, cerca de 150 contentores, as estruturas da área VIP e espaços destinados a mais de 30 marcas. Ao todo, a operação envolveu aproximadamente 450 fornecedores, cerca de 90% dos quais sediados na Área Metropolitana de Lisboa, dando também uma dimensão regional à produção do evento.

Sustentabilidade e impacto económico no balanço da edição

A dimensão da operação trouxe também preocupações relacionadas com a utilização de recursos. As medidas de gestão de água implementadas nesta edição permitiram estimar uma poupança superior a 150 mil litros de água potável.

Entre as soluções adotadas estiveram o recurso a água não potável para a estabilização das estruturas, a redução do caudal das torneiras, o reforço do número de sanitários químicos e a reorganização das operações de lavagem nas áreas de artistas e staff.

A gestão dos resíduos incluiu ainda o sistema Volta, através do qual o público pôde entregar garrafas nos pontos de recolha próprios ou destiná-las a uma associação, promovendo o seu correto encaminhamento e a circularidade dos materiais.

No plano económico, os estudos preliminares apontam para um impacto superior a cinco milhões de euros na Costa da Caparica, no concelho de Almada e na região envolvente. O valor será posteriormente consolidado, mas permite já perceber a dimensão económica de uma operação que mobilizou milhares de profissionais e centenas de fornecedores.

O último dia do Sol da Caparica fecha uma edição de dimensão nacional

A despedida aconteceu depois de quatro dias que reuniram mais de 105 mil pessoas no Parque Urbano da Costa da Caparica. O sábado, 15 de agosto, registou lotação esgotada, enquanto a organização considera que a distribuição do público ao longo da edição foi mais equilibrada do que no ano anterior.

O público chegou de diferentes pontos de Portugal continental e das ilhas, tendo sido também registados visitantes provenientes de França, Luxemburgo, Itália e Inglaterra. A dimensão nacional do evento refletiu-se, assim, não apenas no número de espectadores, mas também na diversidade das suas origens.

Ao longo dos quatro dias, mais de 40 artistas passaram pelos três palcos, num alinhamento que cruzou música urbana, fado, hip-hop, funk, eletrónica e sonoridades africanas e brasileiras, entre outras expressões da música em português. Sem depender de um único género ou de uma faixa etária específica, a programação procurou aproximar públicos com diferentes referências musicais.

Quatro dias que terminaram junto ao mar

O último dia do Sol da Caparica encerrou uma edição marcada pelos números, mas também pelos encontros que aconteceram dentro e fora dos palcos. Ao longo de quatro dias, diferentes gerações partilharam o mesmo recinto e encontraram na música em português um ponto de ligação.

O domingo trouxe a última sequência de concertos e colaborações, mas a despedida foi também o resultado de tudo o que aconteceu ao longo da edição: um recinto com mais de 105 mil pessoas, três palcos, uma operação de grande dimensão e uma programação capaz de atravessar diferentes linguagens musicais.

Em resumo, o último dia do Sol da Caparica deixou para trás quatro dias de música, dança e encontros junto ao mar, fechando a 11.ª edição com a diversidade da música em português novamente no centro do festival.

aNOTÍCIA.pt