Início Cultura Concerto Noite Branca de Braga: Das orquestras aos DJ sets em palcos, espaços...

Noite Branca de Braga: Das orquestras aos DJ sets em palcos, espaços históricos e ruas da cidade

Noite Branca de Braga reúne ópera, jazz, blues, música coral, orquestras e DJ sets numa programação que cruza palcos, ruas e património.

Estrutura da Noite Branca de Braga instalada num jardim da cidade
Estruturas da Noite Branca de Braga assinalam a edição de 2026 no espaço urbano de Braga - ®DR

Ópera, jazz, blues, música coral, orquestras, música eletrónica e DJ sets vão ocupar diferentes espaços de Braga, numa programação que aproxima linguagens musicais distintas e públicos diversos. A Noite Branca de Braga transforma assim a cidade num percurso sonoro que atravessa salas de espetáculo, museus, edifícios históricos, jardins e ruas do centro histórico.

É esta diversidade que define a edição de 2026. A Noite Branca de Braga decorre de 4 a 6 de setembro e distribui a programação por três dias, com propostas que vão da criação erudita a projetos comunitários, da música independente à eletrónica e dos concertos para famílias às atuações que prolongam a noite pela madrugada. A música não surge, por isso, como elemento isolado, mas como uma presença contínua na paisagem urbana.

Sexta-feira entre o pôr do sol e a madrugada

A sexta-feira, 4 de setembro, abre com os DJ Pete e DJ Mancha no HOPEN Sunset, no Campo das Hortas. No Theatro Circo, Nico & The Bluebirds apresenta “Thank You”, enquanto o Palco Jazz recebe Ricardo Coelho 5tet, com “Kohelet”, e Pedro Molina, com “A Name I Knew”. O programa cruza ainda o blues comunitário do Braga Cidade de Blues, a Sinfonietta de Braga com “Re[EDU]Opera” e a atuação de Maria Amaro e Calgon no gnration.

A noite prolonga-se no Palco Município com GNR e Fernando Daniel e no Palco Avenida com Papillon, Slow J e DJ Nelson Cunha. Na Noite Branca de Braga, a primeira jornada evidencia desde logo a amplitude de géneros e espaços que caracteriza o programa.

Sábado cruza tradição e experimentação

No sábado, 5 de setembro, o Campo das Hortas volta a receber DJ sets, desta vez com Emídio Meireles e Joff.&9T2. No gnration, a Estação de Experimentação de Autotune antecede a atuação do Grupo Coral do Autotune, enquanto o Palco Jazz recebe “Antídoto”, de Miguel Rodrigues e Carlo Giovanni, e “Kualan”, de Rui Catarino.

O património assume especial protagonismo com o Concerto da Noite Branca, pelo Orfeão de Braga, no Palácio dos Biscainhos. A programação noturna prossegue no Palco Avenida com Mizzy Miles, Anselmo Ralph e DJ Sara Santini. Pelas ruas do centro histórico, fanfarras, bandas e grupos como a Banda às Riscas, os Funky Friends, a Farra Fanfarra e os Bemóis de S. Caetano levam diferentes sonoridades para o espaço público.

Domingo encerra com orquestras, ópera e jazz

O domingo, 6 de setembro, começa com “Do Outro Lado do Som”, concerto para famílias no Palco Jazz, e ganha dimensão sinfónica com a Orquestra Filarmónica de Braga e a Orquestra de Paus e Cordas no Palco Município. No Theatro Circo, a ópera “Papa est Mort – António Feijó, o poeta que morreu de amor”, de Fernando Lapa, cruza música e criação cénica, enquanto a Jam Jazz Minho apresenta “Echoes of The Jazz Masters”.

Na Noite Branca de Braga, Ocenpsiea encerra a programação do gnration com “Ensaio Sobre a Surdez”, enquanto Bárbara Tinoco atua no Palco Avenida. A Noite Branca de Braga fecha assim três dias de programação em que repertórios, linguagens e espaços diferentes convivem na mesma cidade.

A música também ocupa as ruas

Fora dos palcos, a programação inclui fanfarras, bandas e cortejos, bem como propostas participativas como a ópera de rua “Ópera à Moda do Porto”, no Mercado Municipal, e “O Grande Baile”, de Dora Rodrigues, no Theatro Circo. A Noite Branca de Braga encontra no património e no espaço público uma extensão natural da programação, aproximando criação contemporânea, memória e vida urbana.

Com entrada gratuita, sujeita à lotação disponível, a Noite Branca de Braga afirma uma programação musical marcada pela diversidade, capaz de reunir criação erudita, jazz, blues, música coral, propostas contemporâneas e cultura eletrónica num mesmo mapa urbano.

aNOTÍCIA.pt