
Almeirim prepara uma edição de grande dimensão para o Festival da Sopa da Pedra, que deverá servir mais de 12.500 doses da especialidade ribatejana no Parque das Tílias. A 12.ª edição reúne gastronomia, cultura, produtos regionais, música e participação associativa, colocando no centro uma receita que faz parte da identidade do concelho e que mantém o reconhecimento europeu como Especialidade Tradicional Garantida (ETG).
O Festival da Sopa da Pedra é organizado pela Confraria Gastronómica de Almeirim em parceria com o Município de Almeirim, com o apoio institucional da Entidade Regional de Turismo do Alentejo e Ribatejo. A dimensão comunitária está presente nas 14 associações e entidades locais responsáveis por 11 tasquinhas e três bares, onde a gastronomia do concelho ganha expressão através de quem a preserva e transmite.
Festival da Sopa da Pedra mantém a receita no centro
Mais de 4.000 litros de Sopa da Pedra serão preparados diariamente pelas associações do concelho segundo a receita tradicional, num total superior a 12.500 doses. A especialidade, reconhecida como ETG, é o centro do programa que também valoriza outros produtos ligados à identidade de Almeirim.
Nas tasquinhas estarão presentes as Caralhotas, o Melão de Almeirim, os vinhos locais, os enchidos tradicionais e diferentes petiscos da cozinha ribatejana. A Quermesse Gastronómica acrescenta uma iniciativa singular ao programa: os prémios são produtos alimentares e gastronómicos, aproximando a tradição das quermesses da produção regional.
Festival da Sopa da Pedra abre espaço a outros territórios
O palco de Showcooking ocupa este ano uma posição central no recinto e reúne confrarias de diferentes regiões. Entre os participantes encontram-se a Confraria da Sopa Caramela, a Confraria da Geropiga de Moinhos e a Confraria da Pedra, a Confraria dos Gastrónomos do Algarve, a Confraria Gastronómica do Alentejo e a Confraria das Sainhas – Vagos.
O Festival da Sopa da Pedra inclui também os Mini Chefes, orientados pela Chef Irene Pimenta, madrinha do Festival. No dia 29, crianças dos 8 aos 12 anos contactam com novos sabores, técnicas básicas de cozinha e referências da gastronomia tradicional.
Ferreira do Alentejo é o Município Convidado
A edição de 2026 cria uma ligação entre o Ribatejo e o Alentejo através de Ferreira do Alentejo. O Município Convidado estará representado com gastronomia, artesanato, cultura e animação musical, numa iniciativa dedicada à identidade e às tradições daquele território.
O Festival da Sopa da Pedra encontra neste intercâmbio uma forma de aproximar produtos, saberes e referências culturais de diferentes regiões, mantendo a gastronomia como elemento de ligação entre comunidades.
A programação mostra ainda como o evento ultrapassa o espaço das tasquinhas. A presença de diferentes confrarias permite colocar em contacto receitas, técnicas e produtos que pertencem a geografias distintas, enquanto a participação de Ferreira do Alentejo acrescenta uma leitura territorial ao programa. O objetivo é criar um espaço de encontro entre tradições, sem retirar protagonismo à especialidade que dá nome ao festival.
Para os visitantes, a experiência organiza-se assim em torno de vários níveis: a Sopa da Pedra como referência gastronómica, os restantes produtos do Ribatejo, a participação de associações locais e o contacto com outras culturas alimentares. O Festival da Sopa da Pedra mantém, por isso, uma relação estreita entre património gastronómico e vida comunitária.
Gastronomia, produtos locais e música
O recinto reúne mais de 70 expositores ligados à agricultura e economia local, artesanato, produtos regionais e atividades para diferentes públicos. A programação musical inclui Wet Bed Gang, Fernando Daniel, Bombocas, Ús Sai de Gatas e Festa M80, além de atuações de DJ ao longo dos cinco dias.
Entre 26 e 30 de agosto, a Sopa da Pedra permanece o elemento comum entre uma receita reconhecida, a comunidade que a preserva e um território que encontra na mesa uma das suas formas de expressão. O Festival da Sopa da Pedra afirma, desta forma, uma identidade construída à volta da gastronomia, mas sustentada também pelo associativismo, pelos produtos locais e pela diversidade cultural.






















