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Alojamento estudantil ganha novas ferramentas para apoiar famílias de estudantes deslocados

Alojamento estudantil ganha ferramentas de pesquisa por instituição e município, reunindo oferta, apoios e informação útil para famílias.

Alojamento estudantil associado à rotina de uma estudante que estuda num quarto com livros e computador
A procura de alojamento estudantil pode fazer parte das decisões das famílias quando o ensino superior implica estudar longe de casa - ®DR

A entrada no ensino superior pode trazer uma segunda decisão difícil logo depois da escolha do curso: encontrar um lugar para viver. Para milhares de estudantes, a distância entre a residência familiar e a instituição de ensino transforma o alojamento estudantil numa questão de orçamento, localização e condições para frequentar o curso.

Segundo a Direção-Geral do Ensino Superior (DGES), estavam matriculados 447.680 estudantes no ensino superior em Portugal no ano letivo 2025/2026. Num universo desta dimensão, são dezenas de milhares os jovens que precisam de procurar uma solução habitacional quando ingressam numa instituição longe de casa.

É neste contexto que a DECO PROteste reforça o querocasa.pt com duas ferramentas dedicadas ao alojamento estudantil. A plataforma permite pesquisar informação por instituição de ensino superior ou por município, reunindo dados que se encontram habitualmente dispersos por diferentes entidades.

Alojamento estudantil pesquisado por instituição ou município

Uma das ferramentas permite procurar soluções de alojamento estudantil associadas a estabelecimentos de ensino superior. A informação resulta das respostas obtidas pela DECO PROteste junto das instituições contactadas entre 24 de fevereiro e 27 de março de 2026.

A segunda ferramenta centra-se nos municípios. A DECO PROteste contactou os 308 municípios portugueses entre 11 de fevereiro e 23 de março de 2026 para identificar oferta habitacional e programas de apoio destinados a estudantes deslocados.

A informação das duas ferramentas será atualizada à medida que sejam obtidos novos dados junto das entidades envolvidas, permitindo acompanhar alterações na oferta e nos apoios disponíveis.

Alojamento estudantil pesa na escolha de uma cidade

Para muitas famílias, a procura de alojamento estudantil acontece ao mesmo tempo que a análise das opções de ensino. Residências universitárias, quartos, apartamentos partilhados, repúblicas e residências privadas podem apresentar diferenças significativas de preço e condições, mesmo entre cidades relativamente próximas.

A localização também entra na equação. Um quarto num município vizinho pode representar uma alternativa quando existem boas ligações de transportes, enquanto uma residência da própria instituição pode incluir despesas como eletricidade ou internet e apresentar valores mais reduzidos.

A DECO PROteste recomenda que a procura comece cedo, que sejam comparadas soluções em diferentes concelhos e que as famílias acompanhem o mercado ao longo do ano. A disponibilidade e o custo desta solução podem condicionar a decisão de estudar fora da residência familiar.

Bolsas e apoios podem reduzir os custos

A procura de casa surge também associada aos apoios financeiros destinados aos estudantes. A DGES registou 107.754 candidatos a bolsas de estudo no ano letivo 2025/2026.

Os estudantes deslocados com direito a bolsa podem beneficiar de complemento de alojamento quando conseguem vaga numa residência dos serviços de ação social. Quando não existe essa possibilidade, podem estar disponíveis outros apoios, cujo valor depende da localização da instituição.

Entre os mecanismos que podem ser avaliados estão ainda o Porta 65 Jovem e programas promovidos por instituições de ensino superior ou municípios. Para estudantes até aos 25 anos que frequentem um estabelecimento reconhecido situado a mais de 50 quilómetros da residência permanente do agregado familiar, as rendas podem também ser consideradas para efeitos de IRS, dentro dos limites previstos na lei.

Uma plataforma para acompanhar a procura

O querocasa.pt, plataforma gratuita da DECO PROteste dirigida a jovens até aos 35 anos, reúne informação sobre habitação jovem, programas e incentivos municipais, apoios do Estado e cálculo da taxa de esforço associada à compra de casa.

As novas ferramentas acrescentam ao serviço uma dimensão particularmente relevante para quem enfrenta pela primeira vez a procura de alojamento estudantil. Ao concentrar informação de instituições de ensino e municípios, a plataforma procura tornar mais comparável um processo que envolve custos, distância, transportes e apoios disponíveis.

Num momento em que a escolha de uma instituição pode implicar uma mudança de cidade, o alojamento estudantil deixa assim de ser apenas uma questão logística e passa a integrar a própria equação financeira da frequência do ensino superior.

aNOTÍCIA.pt