
Um sprint decidido nos últimos metros valeu a Tiago Antunes a medalha de Prata na prova de fundo dos Jogos do Mediterrâneo Taranto 2026. O corredor português completou os 133,3 quilómetros em segundo lugar, batido pelo italiano Tommaso Dati no Circuito Valle d’Itria, em Taranto, numa chegada discutida até à linha de meta.
Tiago Antunes volta ao pódio em Taranto
A medalha de Prata representa a segunda conquista de Tiago Antunes nesta 20.ª edição dos Jogos do Mediterrâneo. No último sábado, o corredor do Bombarral tinha garantido o Ouro no Contrarrelógio Individual, enquanto Rafael Reis conquistou a medalha de Bronze.
Na prova de fundo, Tiago Antunes voltou a mostrar capacidade para discutir uma decisão internacional. O duelo com Tommaso Dati foi resolvido ao sprint, com o italiano a conseguir impor-se por uma margem mínima. Federico Iacomoni terminou na terceira posição, apenas um segundo depois dos dois primeiros classificados.
Pedro Silva foi o sétimo classificado, a 1m34s do vencedor. Afonso Silva e Rafael Reis chegaram num grupo mais atrasado, numa corrida disputada em circuito e marcada por um ritmo exigente desde as primeiras fases.
Tiago Antunes lidera novo resultado do ciclismo português
Com esta Prata, Tiago Antunes garantiu a terceira medalha do ciclismo português nos Jogos do Mediterrâneo Taranto 2026, depois do Ouro e do Bronze conquistados no contrarrelógio individual. O resultado confirma a capacidade da seleção nacional para colocar corredores na discussão pelas posições cimeiras.
O trabalho coletivo foi determinante para o desenrolar da prova masculina. Valter Sousa, Selecionador Nacional de Elites e Sub-23 masculinos e Coordenador das Seleções Nacionais, destacou a estratégia adotada pela equipa portuguesa em Taranto.
“Mostrámos, mais uma vez, que temos qualidade e consistência”, afirmou o responsável, que também sublinhou o contributo de Afonso Silva e Rafael Reis para endurecerem a corrida desde cedo e criarem condições para a fase decisiva.
“Foi um grande trabalho de equipa”, acrescentou Valter Sousa, numa análise em que destacou a capacidade de a seleção chegar à parte final da prova com Tiago Antunes e Pedro Silva em condições de discutir as medalhas.
A corrida masculina, disputada em formato de circuito pelas ruas de Taranto, exigiu gestão de esforço e posicionamento ao longo dos 133,3 quilómetros. A estratégia portuguesa procurou evitar uma prova controlada e aumentar a exigência antes da decisão final, deixando dois corredores em condições de lutar pelos lugares do pódio.
Prova feminina também deixa sinais positivos
Na competição feminina, Raquel Queirós terminou na 13.ª posição, com 2h08m17s, o mesmo tempo da vencedora, a italiana Rachele Barbieri. Beatriz Roxo foi 17.ª classificada, depois de completar os 77,7 quilómetros do percurso e ficar a cinco segundos do grupo que discutiu as medalhas.
O pódio feminino foi integralmente italiano. Rachele Barbieri conquistou o Ouro, Martina Fidanza ficou com a Prata e Barbara Guarischi alcançou o Bronze.
Valter Sousa considerou positiva a prestação das ciclistas portuguesas perante um pelotão que incluía atletas de algumas das principais equipas internacionais.
“Conseguimos competir de igual para igual em muitos momentos, o que é um sinal importante”, afirmou o selecionador, que apontou a presença regular neste tipo de competições e a experiência adquirida a este nível como elementos importantes para a evolução da equipa feminina.
A medalha conquistada na prova de fundo ganha particular relevo pelo equilíbrio da decisão. Depois de uma corrida longa e seletiva, a diferença entre o Ouro e a Prata foi determinada no sprint final, com o corredor português a terminar à frente do restante grupo de candidatos ao pódio. O resultado prolonga a presença portuguesa entre os medalhados do ciclismo nesta edição.
A jornada de Taranto deixa, assim, um balanço expressivo para o ciclismo português. Entre o Ouro no contrarrelógio e a Prata na prova de fundo, Tiago Antunes soma duas medalhas numa mesma edição dos Jogos do Mediterrâneo e reforça a prestação portuguesa numa competição internacional de referência.






















