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Último dia MEO Kalorama despede-se do Parque da Bela Vista com rock e hip-hop norte-americano

último dia MEO Kalorama encerrou a quinta edição no Parque da Bela Vista com os concertos de Turnstile e Clipse e o anúncio oficial do regresso em 2027.

Vocalista Brendan Yates e a guitarrista dos Turnstile atuam ao vivo no palco principal no último dia MEO Kalorama 2026
A descarga de energia e a atitude punk dos Turnstile marcaram o encerramento dos palcos principais - ©Pedro Estevens

O Parque da Bela Vista, em Lisboa, despediu-se de mais uma edição marcante. O festival consolidou-se em definitivo como um dos pontos de encontro obrigatórios no roteiro musical europeu.

Perante uma moldura humana que totalizou cerca de 100 mil pessoas no cômputo geral dos três dias, o último dia MEO Kalorama superou as expetativas de ambiente e energia. A jornada final foi pautada pela energia crua das guitarras, pelas rimas afiadas de além-mar e por performances visuais disruptivas neste último dia MEO Kalorama.

Numa noite em que o acesso ao fosso de fotografia para os cabeças de cartaz Deftones foi limitado por critérios de organização, deixando o aNOTICIA sem registo visual próprio do espetáculo, foram precisamente os outros protagonistas a merecer a nossa total atenção. O encerramento acabou por ser memorável e diversificado para quem assistiu ao último dia MEO Kalorama.

O rock tomou conta do palco principal no último dia MEO Kalorama

As primeiras horas da tarde começaram logo a aquecer o ambiente com propostas de guitarras muito interessantes. O contingente nacional de rock psicadélico esteve muito bem representado através da atuação enérgica dos minhotos Travo neste último dia MEO Kalorama.

Logo a seguir, o indie rock texturado e melancólico dos norte-americanos Wednesday conquistou os entusiastas das sonoridades alternativas. A banda de Asheville trouxe uma lufada de ar fresco ao recinto, preparando o terreno de forma ideal para o que viria a seguir.

A atenção do público fixou-se depois no palco principal, onde se desenhavam as maiores expetativas da jornada de domingo. Os festivaleiros ansiavam pela descarga de adrenalina dos norte-americanos Turnstile no último dia MEO Kalorama.

A prestigiada banda de Baltimore não desiludiu os milhares de fãs presentes. O grupo tem revolucionado o hardcore punk ao injetar-lhe melodias oitentistas e uma sensibilidade pop muito própria.

Os Turnstile entregaram aquela que foi, sem margem para dúvidas, a atuação mais intensa, física e eletrizante de todo o evento. A entrega do vocalista Brendan Yates e dos seus companheiros foi total desde os primeiros acordes no último dia MEO Kalorama.

O concerto gerou uma onda de choque imediata no Parque da Bela Vista. O público respondeu com constantes mosh pits e uma floresta de braços no ar.

Temas icónicos como “Mystery” e “Blackout” transformaram a frente do recinto numa autêntica celebração coletiva. Ficou provado que o rock mais pesado continua a ter uma força vital avassaladora e grande capacidade de mobilização no último dia MEO Kalorama.

O hip-hop norte-americano dominou o último dia MEO Kalorama

Esta mesma eletricidade estendeu-se rapidamente ao Palco Sagres, embora canalizada através de outras frequências urbanas. O rap de matriz norte-americana assumiu o controlo das operações com propostas estéticas viscerais no último dia MEO Kalorama.

O lendário duo Clipse, composto pelos respeitados irmãos Pusha T e No Malice, assinou uma das passagens mais marcantes da noite. Os artistas desfilaram clássicos intemporais da sua discografia oficial.

A precisão técnica das suas rimas e a presença magnética em palco agarraram a multidão. O espetáculo serviu de preâmbulo perfeito para manter a fasquia artística e a exigência no nível mais elevado no último dia MEO Kalorama.

Logo a seguir, a parceria entre o fluxo cirúrgico de Freddie Gibbs e as batidas sombrias do produtor The Alchemist resultou num concerto amplamente aclamado. Os ritmos cinematográficos prenderam os entusiastas do género do primeiro ao último minuto.

Esta atuação funcionou como uma autêntica aula de hip-hop underground em pleno festival. A densidade da atmosfera e o ritmo implacável conquistaram a crítica especializada presente em Lisboa no último dia MEO Kalorama.

A arte performativa e a eletrónica fecharam o último dia MEO Kalorama

A fechar a rota de grandes momentos na reta final da noite, o cenário mudou radicalmente para uma vertente mais performativa. A irreverente artista Peaches trouxe ao Parque da Bela Vista uma atuação marcadamente visual e teatral no último dia MEO Kalorama.

Conhecida internacionalmente pela sua audácia e pelas fortes mensagens de emancipação, identidade e liberdade, a cantora canadiana não poupou nos recursos cénicos. Os figurinos extravagantes e as coreografias ousadas surpreenderam o público.

A artista entregou um espetáculo disruptivo que desafiou as convenções tradicionais. Peaches garantiu com a sua irreverência que ninguém ficasse indiferente à sua passagem por Lisboa nesta despedida do último dia MEO Kalorama.

À medida que a madrugada avançava e os palcos principais se calavam, o Palco Panorama assumia a responsabilidade de guiar os festivaleiros mais resistentes. O espaço dedicado à música eletrónica funcionou até ao limite do horário.

Foi entre a dança e o convívio que o último dia MEO Kalorama encerrou oficialmente as suas portas em clima de festa. O balanço desta 5.ª edição foi totalmente positivo para a organização promotora.

A empresa responsável aproveitou o momento de consagração para confirmar o regresso do festival ao Parque da Bela Vista no final de agosto de 2027. Fica a promessa de mais três dias focados na música, na arte e na sustentabilidade ambiental após o fecho do último dia MEO Kalorama.

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